Pesquisa quer saber o que o consumidor está pensando

Sincomércio lança Índice de Confiança do Consumidor e quer medir o comportamento de quem compra

    • ACidadeON/Araraquara
    • Fernanda Manécolo
Da reportagem
Lançamento do Índice de Confiança do Consumidor, no Sincomércio


Saber o que o consumidor está pensando, se por exemplo, está propício a comprar ou não. É este o objetivo do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), nova pesquisa que será realizada pelo Núcleo de Economia do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara), capaz de medir a atual situação econômica e suas expectativas para o futuro.

O lançamento da pesquisa foi na manhã desta quinta-feira (18) e em junho deve ser divulgado o primeiro resultado. "O levantamento estatístico servirá para os empresários anteciparem eventos futuros na economia e se planejar melhor", explica Antonio Deliza Neto, presidente do Sincomércio.

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"Pesquisa irá nortear investimentos dos empresários", diz Antônio Deliza Neto



"Com este índice, iremos analisar e acompanhar a opinião da população araraquarense sobre a economia. Estamos diante de um cenário desafiador e a pesquisa será uma grande aliada, com informações importantes para orientar a tomada de decisão sobre investimentos, estoques, produção e até contratações", diz Deliza. Araraquara é a sexta cidade do Estado que tem um índice próprio de confiança do consumidor até então, empresários locais usavam o índice do Estado como parâmetro.

Jaime Vasconcellos, assessor economia do Fecomério (Federação do Comércio), diz que a proposta de se ter um índice próprio é fundamental para nortear o crescimento econômico. "O índice de confiança é muito volátil e serve para avaliar tendências. O principal ganho da pesquisa é sem dúvida a médio prazo, quando teremos uma imagem expressiva do comportamento do consumidor", diz ele.

Economia
É importante ressaltar que o comércio varejista de Araraquara representa quase metade do PIB (produto Interno Bruto) local. Hoje, 40% dos estabelecimentos empresariais de Araraquara são do comércio, que é responsável ainda por 22% da mão de obra com carteira assinada. "O comércio tem um poder econômico e social muito grande e a pesquisa reforça a necessidade de saber para onde crescer", finaliza Vasconcellos.


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