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MEI foi a categoria que mais encerrou atividades em 2020

Pesquisa do Sebrae aponta a taxa de mortalidade dos negócios de diferentes portes e os fatores responsáveis pelo fechamento das empresas.

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Divulgação: ACIC
Muita gente, quando se vê desempregada, sai em busca de abrir o seu próprio negócio, para manter o seu sustento e o de sua família. Mas há, também, aqueles que veem o que mais ninguém vê e transformam oportunidades em negócios lucrativos, tanto em momentos de estabilidade econômica como de crise. De uma forma ou de outra, ambos os perfis recorrem ao empreendedorismo para alterar a sua realidade, como bem colocou, certa vez, o fundador da Amazon, Jeff Bezos: "A melhor maneira de escapar de uma caixa é inventando seu próprio caminho para fora". 

 A edição 2020 da pesquisa Sobrevivência de Empresas, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a partir de dados da Receita Federal e entrevistas por telefone, revela um retrato do empreendedorismo no País e aponta os principais desafios para quem resolve "sair da caixa". 

Por exemplo, três em cada 10 pessoas que abrem o próprio negócio encerram as atividades após cinco anos. Entre as microempresas (ME), a taxa de mortalidade é de 21,6% e, entre as empresas de pequeno porte (EPP), de 17%. Já para os microempreendedores individuais (MEI) o cenário é um pouco pior. Vinte e nove por cento desses negócios fracassam no período de um a cinco anos, no máximo. 

Ao menos 57% dos consultados afirmaram ter empreendido por oportunidade, contra quase 30% que o fizeram por necessidade e ao menos 72% responderam possuir experiência anterior ou algum tipo de conhecimento na atividade da empresa. Já a sobrevivência daqueles que empreenderam por oportunidade é de 58%, enquanto entre os que o fizeram por necessidade, o percentual é de 28%. 

Entre os entrevistados, 42% estavam desempregados até três meses antes de abrir o negócio e 41% deles permanecem com a empresa em atividade, enquanto entre os que estavam empregados antes de empreender, essa taxa sobe para 51%. 

 

Divulgação: ACIC
O estudo também indica os motivos que levaram os negócios de diferentes portes a naufragar. Na maioria dos casos (40%), a pandemia foi o fator determinante. Para 22%, foi a falta de capital de giro e, para 20%, o baixo volume de vendas. 

E o que, na visão dos respondentes, poderia ter evitado o fechamento das empresas? Para 34% deles, o acesso a crédito; 25% a conquista de mais clientes e, para 21%, a diminuição de impostos. 

No recorte por segmentos mais afetados, o Comércio aparece em primeiro lugar, com taxa de mortalidade de 30,29%, seguido da Indústria de Transformação (27,3%), Serviços (26,6%) e pela Indústria Extrativista (14,3%). 

A análise dos números do estudo revela três importantes questões: 

1.A facilidade para abrir MEI, quando comparada à EPP e ME, torna a categoria mais atraente para quem ingressa no empreendedorismo. Assim, a taxa de mortalidade entre os microempreendedores individuais também é maior. 

2.Quanto menor o negócio caso do MEI maior a probabilidade dele ir por água abaixo em poucos anos. Um dos motivos é o fato de os microempreendedores individuais terem maior dificuldade para obter acesso a crédito. Outro, é que, entre eles, a proporção de pessoas que estavam desempregadas antes de abrir a empresa é maior. 

3.A falta de conhecimento e experiência anterior na atividade escolhida são fatores que contribuem para a mortalidade dos negócios nos primeiros anos de atividade. 

Como demostram os dados, empreender não é tarefa fácil, especialmente para quem começa como "peixe pequeno". Para que o sonho de ser o seu próprio patrão não acabe em um pesadelo de dívidas e frustrações, é necessário muito planejamento, visão estratégica de mercado, acesso a crédito e inovações disruptivas, que estão transformando os modelos de negócios, e, principalmente, é imprescindível a capacitação para atuar no segmento de mercado escolhido. 

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