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Chefe de trauma da Unicamp analisa situação de Bolsonaro

Para especialista, recuperação plena do candidato deve levar ao menos um mês

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Gustavo Pereira Fraga, da Unicamp (Foto: Divulgação) 

Gustavo Pereira Fraga, coordenador da Disciplina de Cirurgia do Trauma da Unicamp, cirurgião do trauma e coordenador do Comitê de Prevenção da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado), prevê que a recuperação plena do candidato à Presidência Jair Bolsonaro leve ao menos um mês.

Bolsonaro foi atingido por uma facada no abdômem durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), na tarde desta quinta. Ele passou por cirurgia e foi transferido na manhã desta sexta (7) para São Paulo.

O especialista afirmou que, em casos similares atendidos no HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp, o período de licença concedido chega a 60 dias. "Mas isso varia muito da resposta de cada paciente. Como Bolsonaro é uma pessoa aparentemente saudável, não fuma, deve ser menos. A recuperação plena pode levar uns 30 dias, mas até antes disso ele já deve estar de volta à campanha, com os devidos cuidados", afirmou.

As eleições são no dia 7 de outubro (daqui a exatamente um mês).

Fraga diz que, mesmo sem ter acesso ao prontuário de Bolsonaro, é capaz de analisar sua situação de acordo com detalhes que têm sido divulgados pela mídia e também pelo contato que tem com outros médicos. "Conheço pessoalmente um dos cirurgiões que atendeu o paciente", disse.

Segundo o médico da Unicamp, Bolsonaro deve permanecer internado por ao menos uma semana, e o risco de vida é bem reduzido. "O período crítico, de mais cuidados, ainda vai durar 48 horas. Podem acontecer infecções, mas essa chance é pequena, de 10%", analisou.  



SEM SANGUE

Fraga afirma que "não faz nenhum sentido" a teoria que diz que a facada foi uma "encenação" porque não houve sangramento. "Quase todas as lesões por facada, e mesmo por tiro, na região do abdômem que eu já atendi não exibe sangramento externo, só interno", afirma.

Bolsonaro teve o intestino grosso transfixado pela facada. Houve também três lesões no intestino delgado. A facada atingiu ainda uma veia do abdômen. Foi retirada a parte lesada do intestino grosso, e o intestino delgado foi costurado. A lesão no fígado, que chegou a ser uma hipótese, foi descartada.

O candidato precisou receber quatro bolsas de sangue em transfusão. Os médicos fizeram ainda uma colostomia temporária, procedimento que conecta o intestino a uma bolsa fora do corpo, evitando que as fezes passem e possam causar uma infecção no local onde foi tratada a perfuração. Ele deve ser submetido a outra operação futuramente, para reverter a colostomia, em cerca de dois meses.

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