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Prédio de R$ 16 milhões só vai funcionar em 2020

O novo prédio do Instituto Federal, na região do Campo Grande, está pronto, mas por conta do corte de verbas da educação só vai funcionar a partir de 2020

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A unidade foi entregue na última semana de forma definitiva 

O novo prédio do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo) de Campinas vai começar a ter aulas somente em 2020. A informação foi confirmada durante reunião do conselho na noite de terça-feira (14).  
 
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O prédio recém-inaugurado no Campo Grande custou aos cofres públicos cerca de R$ 16 milhões. A unidade foi entregue na última semana de forma definitiva. O espaço ainda não conta com equipamentos

De acordo com o informado na reunião só será mantida a vigilância e o gasto mínimo de água e luz. Não haverá contratação de serviço de limpeza e laboratório. Até mesmo lousa não tem no local. O elevador também não vai funcionar e o serviço de telefonia não foi contratado.

Essa comissão foi montada em outubro do ano passado. São três docentes, três alunos, três alunos egressos, três técnicos administrativos, seis representantes do Campo Grande e outras seis dos Amarais. As reuniões ocorrem de 15 em 15 dias.

O processo de construção do prédio começou em 2009, mas as obras só tiveram início em 2014, mesmo assim cercada de problemas, inclusive, com paralisação em 2015 por problemas com a construtora contratada. O local só foi entregue definitivamente na semana passada, mas sem expectativas sobre a sua ocupação.

A estrutura conta com dois prédios, laboratórios de ciência, informática, redes, eletrônica, eletrotécnica, salas de aula, reunião administrativas, além de auditório e refeitório. E está instalado numa área de sete mil metros quadrados. Ao menos mil alunos esperam pelo novo espaço de aulas.

OUTRO LADO

Apesar do que foi informado aos conselheiros, a coordenação do IFSP informou que não houve adiamento da entrega definitiva. No momento estão sendo analisados os impactos financeiros e acadêmicos sobre as providências necessárias para a mudança de prédio.

Já está contratada a vigilância para o local e aguarda a CPFL para realizar a ligação definitiva da energia. Após esse procedimento, a reitoria comunicará o MEC para o agendamento da inauguração.

MANIFESTAÇÕES

Estes cortes na educação geraram uma onda de protestos que ocorrem hoje em todo o Brasil. Nas universidades federais, o bloqueio anunciado foi de 30% dos recursos destinados a gastos discricionários (como água, luz e serviços de manutenção). O bloqueio de repasses para a Educação anunciado pelo MEC passa de R$ 7 bilhões.

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