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Campinas e Americana estão sem inseticida contra dengue

Cidades vivem epidemia da doença e não têm como fazer prevenção com o conhecido "fumacê"

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Fumacê nebulização (Foto: Walter Strozzi/ACidadeON) 

As duas cidades que vivem uma epidemia de dengue na região nesse ano - Campinas e Americana - estão sem o inseticida da nebulização para matar os mosquitos adultos que causam a doença, na ação popularmente conhecida como "fumacê".

O problema ocorreu na empresa responsável pela fabricação do veneno, que fornece diretamente para o Ministério da Saúde em todo o país.

Segundo o próprio Ministério, o estoque só deve ser normalizado em junho. Até lá, as cidades que já estão sem o material vão precisar esperar. Em Americana, o número de casos de dengue aumentou 13,7% em apenas uma semana. A cidade já contabiliza 1,5 mil casos em 2019.

Já em Campinas, a situação também é grave - são 11.305 casos segundo o último balanço divulgado nessa semana, um aumento de 38% em uma semana.

Nos dois casos, as Prefeituras afirmam que estão investindo na prevenção das casas e locais para que o mosquito não consiga se reproduzir e para eliminar as larvas, já que não tem o veneno para matar os que já estão adultos.

Em nota oficial, o Ministério disse ainda que, hoje, a "medida mais eficaz é a eliminação de focos de multiplicação do mosquito (água parada), evitando que eles nasçam". Por isso, o envolvimento da sociedade é fundamental, diz a pasta.

MAIS DADOS

De janeiro a abril deste ano, o Ministério da Saúde informou que distribuiu 347 mil litros do Malathion a todos os estados do país, sendo 50 mil litros para o estado de São Paulo.

Em todo o ano de 2018, as 26 Unidade da Federação e o Distrito Federal receberam 440 mil litros e São Paulo 40 mil litros do adulticida. O produto faz parte dos insumos estratégicos enviados aos estados para o controle de surtos causados por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Vale destacar que foram recolhidos pela Bayer, empresa produtora do Malathion, 105 mil litros do produto para testes e ensaios de qualidade, devido a problemas em sua formulação que inviabilizaram seu uso. O quantitativo está previsto para ser devolvido ao Ministério da Saúde em junho.

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