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Procura por vagas na moradia da Unicamp cai pelo 2º ano seguido

Atualmente, moradia tem 946 alunos moradores, que reclamam da falta de estrutura e de animais peçonhentos no local

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Moradia da Unicamp (Foto: Denny Cesare/Código19)  
A procura por vagas por estudantes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) na moradia estudantil, em Barão Geraldo, caiu pelo segundo ano consecutivo, passando de 1000 para 946 de 2018 para este ano. A redução é de 5,4%. A procura de vagas já havia diminuído no ano anterior, de 2017 para 2018. Eram 1.137 interesses vagas no ano retrasado. Essa queda representa 12%.

Os dados foram confirmados pela própria Unicamp, que debateu o assunto na reunião da última terça-feira (6) do Consu (Conselho Universitário). A construção de novas habitações e reforma das antigas (veja mais abaixo) - é um pedido antigo dos alunos.

A moradia da Unicamp fica na Avenida Santa Isabel e tem 221 apartamentos, onde cabem até quatro pessoas em cada. Além desses apartamentos, há ainda 27 estúdios ocupados por estudantes com família. Ao todo são 911 vagas.

O equipamento faz parte de um programa de apoio à permanência na Unicamp, que também concede bolsas auxílio-moradia aos universitários que precisam de apoio para se manterem. Neste caso, houve aumento na oferta entre os anos.
 
BOLSA AUXÍLIO CRESCE 

De 2018 para cá a Unicamp concedeu 134 bolsas auxílio moradia a mais ela passaram de 1.254 (ano passado) para 1.388 (neste ano). O aumento tem ocorrido desde 2016, quando eram ofertadas 705 bolsas auxílio moradia.

Por causa disso, a Unicamp justifica que tem sido possível atender a todos os estudantes que preenchem os critérios sociais e acadêmicos para a atribuição desses benefícios. Além disso, a Unicamp informou que "ao longo do ano, alguns estudantes saem e outros estudantes são agraciados com as vagas disponibilizadas".  
 


COMO FUNCIONA A MORADIA

A cada ano, por causa do vestibular, são abertas em média 200 novas vagas, preenchidas por critério social. A vila de apartamentos foi construída em 1992 e tem estacionamento e portaria. Ela surgiu de uma demanda do movimento estudantil do final da década de 80.

Os critérios socioeconômicos incluem renda bruta familiar, ponderada pelo número de membros do grupo familiar, gastos com moradia própria ou não, doenças na família, ser oriundo ou não de escola pública no ensino médio e aspectos da observação da visita familiar, quando necessária.

Esses aspectos são avaliados por uma equipe técnica qualificada de assistentes sociais do Serviço de Apoio a Estudante, apoiadas em documentação, entrevista anual com os solicitantes e, se necessário, visita ao domicílio familiar.

COMO ELA ESTÁ HOJE

Estudantes ouvidos pela reportagem com a condição de não serem identificados contaram que a moradia tem unidades abandonadas, rachaduras na parede e aparições de animais peçonhentos, como escorpiões.

"Temos muitos alunos que precisam de permanência estudantil. E, nesse momento, temos a reitoria dizendo que não há demanda para aumentar o número de vagas. E, aqui, na moradia, já vi casas com até oito pessoas, em uma casa projetada para quatro. Então, tem demanda", disse uma estudante que preferiu não se identificar.

Sobre estes questionamentos, a Unicamp respondeu que "os detalhes de reformas, dedetização, manutenção e unidades interditadas (em avaliação para reforma estrutural) foram já informados na reunião do Conselho Universitário de 6/8/2019".
 

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