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Conselho da Unicamp aprova orçamento para o próximo ano

Repactuação de contratos, cortes lineares em gratificações e mudanças em processos de trabalho foram algumas das medidas adotadas

| ACidadeON Campinas

O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, destacou os pontos do orçamento (Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp) 

O Consu (Conselho Universitário) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) aprovou a PDO (Proposta de Distribuição Orçamentária). Estão projetados R$ 2,767 bilhões em despesas, enquanto as receitas estão estimadas em R$2,56 bilhões.

Estão incluídos no orçamento o aumento de 90 bolsas no âmbito da permanência estudantil e o incremento das verbas para as unidades acadêmicas e para o suporte em ensino e pesquisa.

Apesar da Universidade ainda apresentar déficit, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, salienta que o saldo negativo vem sendo reduzido gradativamente, devido à adoção de estratégias de contenção de gastos. Em 2016, o déficit anual foi de R$253,9 milhões. Em 2017, ficou em R$209 milhões. Já em 2018, caiu para R$92 milhões e, neste ano, está estimado em R$93 milhões.

Repactuação de contratos, cortes lineares em gratificações e mudanças em processos de trabalho foram algumas das medidas adotadas para enfrentar o aperto financeiro sem afetar o funcionamento das atividades da Universidade.

O reitor também destaca que a PDO de 2020 foi formulada com cautela, já que a estimativa orçamentária está vinculada ao desempenho econômico nacional e estadual. Além disso, mesmo com uma margem de projeção de aumento da arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), imposto do qual as universidades paulistas recebem uma cota do estado, sendo sua principal fonte de financiamento, ainda não é possível confirmar com precisão a estimativa.

O coordenador da Assessoria de Economia e Planejamento (Aeplan) da Unicamp, Thiago Baldini da Silva, pontua que as principais despesas orçamentárias da Universidade são com pessoal (R$2,2 bilhões), contratos (R$116 milhões) e programas de apoio (R$88 milhões).

Apesar da situação financeira delicada, ele explica que foi possível incrementar alguns eixos. Uma das mudanças projetadas para o próximo ano inclui o aumento do montante destinado às unidades, que não obtinham reajuste orçamentário há quatro anos. Será acrescido R$1 milhão, em relação a 2019, para esse fim.

No suporte de ensino e pesquisa, também houve um acréscimo, na ordem de R$10 milhões. Em relação aos programas de apoio, Thiago destaca que haverá uma ampliação de auxílios no âmbito da assistência estudantil. Serão 90 bolsas a mais: 30 de Auxílio Social; 30 de Auxílio Moradia; 22 de Auxílio Instalação e oito bolsas do Programa de Apoio Didático.

A PDO da Unicamp também contempla a reposição de vagas de servidores, com a contratação de 57 docentes e 185 técnico-administrativos.

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