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Coronavírus: Unicamp prorroga suspensão até abril

A decisão do prazo para suspensão das atividades, segundo a universidade, já estava previsto para ser revisto a qualquer momento

| ACidadeON Campinas

Reitor da Unicamp, Marcelo Knobel. (Foto: Código 19/Arquivo)

A Unicamp anunciou na manhã dessa segunda-feira (16) a prorrogação da suspensão de suas atividades. Agora, as atividades acadêmicas e os eventos públicos ficam suspensos até o dia 12 de abril. A ação ocorre em virtude da pandemia de coronavírus.

Na semana passada a universidade havia informado que a paralisação seria até o dia 29 de março. A medida também vale para o campus de Limeira. Por dia, na Unicamp, circulam cerca de 50 mil pessoas por dia. Na resolução divulgada hoje ficam mantidas as atividades administrativas, e as da área da saúde.  

"A gente avaliou que o momento é crítico e a que é necessário tomar essa medida. Não temos nenhum caso de coronavírus, não apareceu nenhum caso na Unicamp, nem suspeito. É uma medida de contenção, uma medida preventiva", afirmou reitor Marcelo Knobel na semana passada.

A universidade também informou que dará suporte para todos os funcionários que permanecerem, e está avaliando o que será mantido para não ter prejuízo às pesquisas.

A Unicamp foi a primeira instituição pública do Brasil a adotar uma medida do tipo por causa do coronavírus. Na sequência, outras universidades da cidade também tomaram o mesmo posicionamento (leia mais aqui).

COMO FUNCIONA  
 
A decisão do prazo para suspensão das atividades, segundo a universidade, já estava previsto para ser revisto a qualquer momento. Ainda segundo a resolução, as medidas adotadas estão sujeitas à reavaliação a qualquer momento.  

A resolução prevê que as atividades administrativas de unidades e órgãos da universidade funcionarão em regime de contingenciamento ou rodízio, será permitido o teletrabalho no período.  

As atividades assistenciais e administrativas a área da saúde no Hospital de Clínicas (HC), Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), Hemocentro, Gastrocentro, Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) e Centro de Engenharia Biomédica (CEB) são integralmente mantidas. Durante o período, estão suspensas as concessões de férias e licenças-prêmio para os servidores da área da saúde.  

Ainda segundo o documento, as atividades essenciais que não poderão ser interrompidas são: vigilância, transporte, limpeza e conservação, manutenções emergenciais, alimentação e biotérios, que são locais onde animais são conservados para que sejam utilizados em experimentos científicos.  

Estão dispensados do comparecimento ao trabalho as gestantes, os idosos com mais de 60 anos e portadores de diabetes Mellitus, doenças cardíacas e respiratórias crônicas ou que reduzam a imunidade, comprovadas por atestado médico.  

As defesas de teses e dissertações da pós-graduação poderão ocorrer por videoconferência para todos os membros externos das Comissões Examinadoras.  
 
CASO EM CAMPINAS 
 
Campinas teve o primeiro caso registrado da doença na semana passada. É uma estudante de medicina da São Leopoldo Mandic. Além dela, a cidade monitora outras 35 pessoas com suspeita da doença. A secretaria também monitora outras 130 pessoas que são contactantes da estudante contaminada (leia mais aqui).

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