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Preços dos alimentos aumentaram até 14 vezes em Campinas

Pesquisa divulgada pela Associação Paulista de Supermercados comparou preços atuais com os de 1994, quando foi instituído o Plano Real no país

| ACidadeON Campinas

Pesquisa comparou os preços de 1994 com os de hoje em dia (Foto: Reprodução/EPTV)
A APAS (Associação Paulista de Supermercados) divulgou uma pesquisa comparando os preços atuais dos alimentos com os do ano de 1994, quando foi instituído o Plano Real no país. O levantamento indicou que os valores aumentaram até 14 vezes desde então. 

Em julho de 1994, o governo implantou o chamado Plano Real, a fim de amenizar as inflações que os produtos vinham sofrendo na época. No entanto, de lá para cá, o consumidor tem sentido o aumento no bolso. 

A equipe da EPTV separou quatros itens básicos e fez uma média em três supermercados de Campinas. Hoje o quilo do tomate, por exemplo, custa R$ 5, 57. Mas, em 1994, o preço era bem menor, custava apenas R$ 0,40. Ou seja, está 14 vezes mais caro. 

Já a farinha de mandioca custa hoje 8 vezes mais do que custava em 1994. De R$ 0,63, o produto é vendido atualmente por R$ 5,01. O feijão custa em média R$ 8,12, mas em 1994 ele era repassado ao cliente por R$ 1,15. O leite também sofreu um grande aumento, subindo de R$ 0,48 para R$ 3,62. 

O professor de finanças da PUC-Campinas, Eli Borochovicius, explica a variação dos preços. "A principal variável que a gente utiliza é o índice de inflação conhecido por IPC, que é o índice básico da inflação. O cálculo que a gente faz é pegar o preço atual e desinflacionar. Tirar a taxa de juros de hoje e voltando no passado, em 26 anos", comentou. 

O aposentado Carlos Roberto Manfrim conta que um de seus hobbies é ir até os supermercados pesquisar preços. Ele relata que se lembra da época em que o Plano Real foi implantado e que se assusta com os preços atuais nas prateleiras. 

O professor Eli acrescenta que o salário tem sido desvalorizado desde então. "O resultado disso é um poder de compra reduzido. As pessoas perderam o poder de compra. Estão precisando fazer mágica com o seu orçamento, para caber dentro do bolso e poder colocar a comida na mesa", ressaltou. 

Nesse período de quarentena, em que há mais gente em casa, as compras em supermercados tiveram alta. A funcionária pública Magali Buani revela que, vez ou outra, precisa fazer algumas adequações na hora da compra. "Os preços estão altíssimos, cada dia um preço. Eu tenho pesquisado, troco a mercadoria. Se eu vou fazer algum prato que eu vejo que a mercadoria está cara, eu troco", finalizou.

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