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Unicamp termina aplicação da CoronaVac em voluntários

Universidade confirmou que todos os voluntários já receberam as duas doses da vacina

| ACidadeON Campinas

Aplicação de vacina contra o coronavírus já foi finalizada em voluntários da Unicamp (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
A Unicamp (Universidade de Campinas) informou nesta terça-feira (22) que já encerrou a aplicação da vacina contra o novo coronavírus entre todos os voluntários que participam 3ª fase da pesquisa do medicamento. Segundo universidade, todos os 500 testes previstos já foram aplicados em colaboradores da área da saúde do HC (Hospital de Clínicas) e de hospitais da região de Campinas.  

No Brasil a previsão é que a aplicação se encerre até o dia 15 de outubro. A CoronaVac, como é chamada, é uma é uma das grandes candidatas contra o vírus, e é desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. Ao todo, os testes estão sendo feitos em 9 mil voluntários em todo país. 

A Unicamp foi escolhida em julho como um dos 12 centros selecionados no Brasil para a testagem da vacina, e foi a sexta a iniciar a testagem, aplicando a primeira dose em voluntários no dia 6 de agosto (leia mais aqui).  Segundo a universidade, os detalhes sobre os resultados da pesquisa até então devem ser divulgados em breve em coletiva. 

Ao todo, segundo os responsáveis, o estudo tem previsão de duração de 14 meses, sendo 12 com acompanhamento clínico dos voluntários. Como obrigatoriedade em todos os centros, todos os voluntários selecionados foram profissionais da saúde, com prioridade para aqueles que atuam em locais com risco médio ou alto de contaminação pelo novo coronavírus.  

A vacina foi aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias em cada voluntário, sendo que grupos dos voluntários foram chamados aos poucos, em prazos diferentes.  

Entre os 500 voluntários que participaram do estudo do HC, metade recebeu a vacina, que contém o vírus inativo, e metade receberam o placebo- medicamento neutro que não contém efeito direto em doenças. Dessa forma, os pesquisadores colhem análises e observam a eficácia da vacina.  

EXPECTATIVA  

No último domingo (20), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) declarou que o Estado deve receber, já em outubro, 5 milhões de doses da vacina CoronaVac.  

Segundo Doria, a previsão é de que haja 46 milhões de doses até dezembro. O governador fez uma postagem nas redes sociais onde explicou que a ampliação de vacinas será possível em virtude da transferência de tecnologia da farmacêutica para o instituto, que passará a produzir o imunizante. 

Na segunda-feira (14), o governo estadual informou que o instituto irá iniciar, em novembro, obras para ampliar sua estrutura física, a fim de acelerar a produção de vacinas. A expectativa do governo paulista é que a reforma seja finalizada ainda neste mês.  

A previsão do governo do Estado de São Paulo é começar a aplicar o fármaco na população em geral já em janeiro de 2021, logo após a liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Em todo o país, até agora, nenhum voluntário apresentou efeitos adversos graves. Apenas 0,9% dos testados passaram por quadros de febre e outros 3,6% sentiram dor no local da aplicação. A estimativa mais recente é que 4.700 pessoas já tenham recebido o medicamento no Brasil.

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