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Inflação reduz número de doações a entidades de Campinas

Custos de itens como arroz, feijão e óleo afetam composição de cestas básicas para famílias de Campinas; veja como doar

| ACidadeON Campinas -

Itens como arroz e óleo ficaram mais caros por conta da inflação (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)
 

O impacto da inflação nos preços de itens básicos, como carne, feijão, leite e óleo, reduziu o volume de doações feitas a entidades e ONGs (organizações não governamentais) de Campinas. Em alguns casos, o número caiu até 83%.

Na ONG "Há Esperança", coordenada por Robson Teixeira, 600 famílias em situações vulneráveis estão cadastradas. O alcance, porém, não é mais o mesmo por conta da redução drástica do número de doações de pessoas e empresas.

"Pra se ter ideia, gente tinha três ou quatro doações por dia. Hoje, talvez não chegue a cinco por mês. A gente compreende, porque o poder aquisitivo das pessoas diminuiu, mas o projeto existe, a fome existe e as famílias existem", diz.

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CESTAS INCOMPLETAS


Na ONG Bancada Solidária, a dificuldade é sentida na montagem das cestas básicas, já que as doações de sacos de arroz e embalagens de óleo caíram.

"São itens que estão em um preço absurdo. E sem arroz e óleo não se faz uma cesta básica", comenta um dos voluntários da entidade, André Roberto Freitas.

Por conta da situação, a organização, que antes distribuía 3,6 mil cestas em um mês, hoje não consegue ultrapassar 600, o que representa uma queda de 83,3%.

Como a montagem das cestas está atualmente comprometida, o temor é que as 56 instituições atendidas pela entidade recebam cada vez menos itens.

"Por esse motivo lançamos a ação Eu Me Comprometo, na qual as pessoas doam valores em dinheiro, e por isso compramos arroz e óleo", completa André.

COMO AJUDAR

- Projeto Há Esperança: (19) 982867095

- Bancada Solidária: (19) 982374474
 

Itens como arroz e óleo ficaram mais caros por conta da inflação (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

 

PF MAIS CARO

Os reajustes nos preços dos produtos que compõem os pratos feitos nos últimos 12 meses deixaram a refeição até R$ 3 mais cara em Campinas. Lidando com os aumentos semanais, os comerciantes lamentam a margem de lucro menor.

Segundo uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o custo do tomate subiu 83,29%, o da batata, 50,05%, e o da alface, 49,80%, em um ano. Somente o arroz teve queda de 12,86% no período. Veja a lista abaixo:

- Tomate: 83,29%

- Batata: 50,05%

- Alface: 49,80%

- Frango em pedaços: 25,94%

- Contrafilé: 22,80%

- Ovo: 12,45%

- Feijão Carioca: 10,47%

- Arroz: -12,86%


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