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Covid-19: ocupação de UTI municipal fica abaixo de 50% em Campinas

Cidade chegou a ter ocupação de 100% na UTI municipal em junho; apesar de melhora, taxa global de ocupação voltou a subir

| ACidadeON Campinas

Cidade teve redução na taxa municipal de UTI; índice geral subiu, no entanto (Foto: Denny Cesare/Código19)

Pela primeira vez, desde o início da pandemia, Campinas registrou taxa de ocupação de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) municipal exclusiva para a doença menor que 50%. Segundo dados divulgados pela Prefeitura, a taxa neste sábado (26) é de 49%.

Os leitos municipais são aqueles administrados pela Prefeitura e que em junho, durante o auge da pandemia, chegaram a ficar por cerca de 20 dias com a ocupação em 100%. Ontem, o SUS municipal, que possui, 131 leitos, estava com uma taxa de ocupação de 51,9%, ou seja, estava com 68 unidade ocupadas. Hoje, são 64 leitos ocupados e há 67 livres.

Já a taxa de ocupação global, que engloba todos os leitos de UTI covid na rede pública e privada, hoje é de 58,68% de leitos ocupados. São 288 leitos em hospitais públicos e privados, dos quais 169 estão ocupados e 119 leitos livres.

Porém, a taxa global de hoje interrompe uma sequência de queda na ocupação registrada nos últimos dias. Ontem, a taxa de ocupação estava em 56,79%. Na quinta-feira, foi de 58,54%. Na quarta passada, foi a primeira vez durante o período de pandemia, que o índice ficou abaixo de 60%. Hoje houve esse ligeiro aumento no global.

NOVOS CASOS

A Prefeitura também atualizou hoje os números da doença na cidade. O boletim epidemiológico apresentou mais nove mortes causada pela doença e fez Campinas chegar ao total de 1.225 óbitos de covid-19 neste sábado. Já os casos confirmados são 32.626 (leia mais aqui).

COMO ESTÁ HOJE

Dos 131 leitos disponíveis no SUS Municipal, 64 estão ocupados, o que corresponde a 49%. Há 67 leitos livres.

No SUS Estadual (AME + HC da Unicamp), são 63 leitos, dos quais 38 estão ocupados, o que corresponde a 60%. Há 25 leitos vagos.  

Na rede particular, há 94 leitos, dos quais 67 estão ocupados, o que equivale a 71%. Há 27 leitos livres.

AVANÇO?

Ontem, o secretário de Saúde, Carmino de Souza, informou que, pela primeira vez desde o início da pandemia, Campinas registrou uma semana sem novas internações de pacientes em leitos de UTI. Ele também destacou que o tempo de internação de pacientes com a doença diminuiu na cidade.

O número representa resultados positivos no enfrentamento à doença. "Fechamos a semana sem nenhuma internação nova em UTI. Na reunião que fazemos toda quinta-feira apresentamos dados e a Central de Regulação nos deu duas boas notícias, que não houve novas internações que chegaram nas nossas portas, e que os pacientes estão ficando menos tempo na UTI", afirmou Carmino.

Segundo o secretário, a maioria dos pacientes internados hoje na rede municipal está com cerca de 10 dias de internação, o que representa que a média de permanência de um paciente internado caiu na cidade. Durante o enfrentamento, a cidade chegou a passar a média nacional, com internações em tempo superior a 20 dias (leia mais aqui).

A redução consistente da ocupação dos leitos de UTI pode indicar ainda um avanço de fase no Plano São Paulo de flexibilização da quarentena de combate ao coronavírus, esperada para meados de outubro, segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB). Em live oficial nesta semana, ele disse acreditar que a região deve passar da fase amarela para a verde no próximo mês.

E um dos balizadores desta evolução é justamente a taxa de ocupação de hospitais. Apesar de ser levada em consideração a taxa regional, o índice de Campinas contribui para o global. Hoje, a taxa de ocupação regional está em 45,9%.

Porém, vale destacar que no Estado nenhuma região ainda avançou para a fase verde do plano. A região da capital, a primeira do Estado a avançar à fase amarela, ainda não avançou de fase.

PLANO SÃO PAULO


O Plano São Paulo, que regulamenta a quarentena em todo o estado, classifica as regiões do estado em cores, determinando quais locais podem avançar nas medidas de reabertura da economia. Para começar a reabertura do estado em 1º de junho o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS).

A Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 regiões, uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da Região Metropolitana. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.

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Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:  

- Ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
- Total de leitos por 100 mil habitantes;  
- Variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;  
- Variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior; 
- Variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.

Na fase verde também é considerado óbitos e casos para cada 100 mil habitantes. Regiões que atingirem as fases 3 (Amarela) ou 4 (Verde) permanecerão nessas fases desde que tenham indicadores semanais inferiores a 40 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e 5 mortes a cada 100 mil habitantes.

AS REGRAS DE CADA FASE

Fase vermelha: Permitido o funcionamento apenas de serviços essenciais.

Fase laranja: Também podem reabrir imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings podem reabrir, mas com restrições.

Fase Amarela: Também podem reabrir salões de beleza, bares, restaurantes, academias, parques e atividades culturais com público sentado podem funcionar, mas com restrições.

Fase verde: Também podem reabrir eventos, convenções e atividades culturais com público em pé poderão voltar a acontecer quando houver uma estabilidade de quatro semanas do estado de São Paulo na fase verde (4), também com restrições.


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