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Campinas adota estratégia para evitar perda de vacinas

Guardas municipais, servidores e Defesa Civil, entre outros, têm sido vacinados para que as doses não sejam perdidas

| ACidadeON Campinas -

Campinas adota medidas para não perder vacinas (Foto: Karen Fontes/Código19) 

A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou que, no intuito de otimizar o índice de perda de vacinas contra a covid-19, está vacinando também agentes de segurança, como guardas municipais e servidores da Defesa Civil. Até hoje cerca de 130 agentes da GM (Guarda Municipal) foram imunizados.

Segundo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, é definido um percentual de "perda operacional" de até 5% para a campanha da covid, e os vacinadores têm que registrar cada dose perdida. A atualização destas informações ajuda a criar estratégias de planejamento.

Em Campinas, a estratégia adotada foi vacinar forças de segurança. "Campinas optou por vacinar o público alvo. A força de segurança é uma delas. Então estamos chamando a Guarda, Municipal, a Defesa Civil e outros. Com isso, não perdemos vacinas, já que ela é preciosa", afirmou a enfermeira e articuladora do programa de imunização de Campinas, Ana Cecília Zuiani Zocolotti.

Cada frasco de vacina vem com quantidade o suficiente para aplicação de dez doses. Após aberto, a validade da Coronavac é de oito horas e a vacina da Fiocruz dura seis horas. "Avisamos os profissionais, no final do dia, e eles vão até o local para aplicação", continuou.

Até agora, segundo o balanço divulgado pela Prefeitura, 181.869 doses já foram aplicadas, sendo 136.479 em primeira dose, e 45.390 em segunda. As doses estão disponíveis atualmente para idosos acima dos 68 anos.

"Também fazemos repescagem de profissionais de saúde que não foram vacinados por motivos específicos. Estavam doentes, ou não eram daqui, ou tinham recebido só a primeira dose em outro local", disse a enfermeira.

EVITAR DESPERDÍCIO


Apesar do limite aceitável, a nota técnica do ministério faz um alerta: "não desperdice doses de vacina". A recomendação é para direcionar as vacinas que sobram, no fim do dia, "para pessoas contempladas em alguns dos grupos priorizados".
Assim que o frasco é aberto, a vacina começa a sofrer um processo natural de degradação.

A decisão de colocar várias doses em um único frasco é estratégica, porque facilita muito o transporte e o armazenamento da vacina. O Instituto Butantan disse que também considerou as perdas naturais, que ocorrem durante preparação das doses, e colocou, em cada frasco de dez doses, um "chorinho": 1,2 mililitro a mais.

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