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ARTIGO: Estímulos extras para empresários e trabalhadores

Nova linha de financiamento vai valer para compra de imóveis residenciais novos e usados, com taxas de juros a partir de 2,95% mais o IPCA

| Especial para ACidade ON

Francisco de Oliveira Filho é presidente da Habicamp (Associação Regional da Habitação) de Campinas (Foto: Divulgação) 

Desde o inicio do ano setor da construção civil, mais precisamente o voltado para a habitação, vem dando sinais de aquecimento, com a retomada de lançamentos e geração de empregos. Até agora, este resultado positivo pode ser atribuído a dois fatores básicos: resultado da confiança do consumidor, com a volta às compras, e dos empresários, com destravamento de investimentos em lançamentos imobiliários. Na região de Campinas, esta combinação fez com que a construção civil puxasse o número de contratações de empregos por seis meses consecutivos.

A retomada da economia até então, mesmo que em ritmo menor aos registrados nos anos pré-crise, já era vista como positiva. No entanto em menos de dois meses, dois novos fatos vieram trazer um pouco mais de esperança para este setor que responde por cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e forte gerador de empregos, onde cada emprego direto resulta em outros quatro indiretos.

O avanço da Reforma da Previdência, agora no Senado Federal, com estimativa de aprovação nos dois próximos meses, já começa a refletir no ânimo e na confiança dos empresários. Investimentos estão sendo anunciados para ampliação e instalação de plantas industriais. Isso acaba gerando empregos e renda para o trabalhador voltar a consumir.

O segundo estímulo, este mais concreto, está diretamente ligado ao setor da construção, grande indutor de empregos e renda. Estamos falando da nova linha de crédito imobiliário anunciada pela Caixa Econômica Federal (CEF), de R$ 10 bilhões, que terá como referência o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial de inflação do país.

A nova linha de financiamento deve estar disponível para as pessoas interessadas em adquirir um imóvel a partir desta segunda-feira (26), com prazo máximo de financiamento de 360 meses, com quota limite de 80% do valor do imóvel. As simulações já podem ser realizadas no site da Caixa. Ela vai valer para compra de imóveis residenciais novos e usados, com taxas de juros a partir de 2,95% mais o IPCA. Esta taxa, importante frisar, pode reduzir em 50% a prestação das parcelas.

No rastro da CEF, o Banco do Brasil, também estatal, e outras instituições financeiras particulares também anunciaram no decorrer dos últimos dias redução de juros em suas linhas de créditos. Com isso, ganha o comprador, que poderá pagar menos nas parcelas das prestações e gastar a diferença com a aquisição de outros bens e serviços.

A redução das taxas de financiamentos, em primeiro lugar, deverá gerar maior confiança ao consumidor para compra de um imóvel. E em segundo, permitir a construção de 500 mil novas unidades habitacionais adicionais em todo o território brasileiro.

Além de girar a economia, esta medida também deve contribuir muito para a geração de milhares de empregos em canteiros de obras, nos fornecedores de materiais e prestadores de serviços, como engenheiros e arquitetos.

Com este novo cenário, composto de maior otimismo dos empresários e trabalhadores e juros menores, acredito que o mercado imobiliário deverá crescer em um ritmo ainda melhor neste semestre e nos próximos anos. Com isso, ganha o setor, ganha o trabalhador, ganha os órgãos públicos Federal, Estadual e Municipal, que também se beneficiará com o aumento da arrecadação de taxas e impostos.

Francisco de Oliveira Lima Filho é presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), entidade que reúne cerca de 50 empresas como construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais e profissionais que atuam em toda a cadeia da construção civil. https://habicamp.com.br/


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