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Eleições e protestos marcam retorno dos vereadores às sessões

Parlamentares serão recebidos com ato contra a previdência municipal nesta segunda (3), quando acaba o recesso na Câmara de Campinas

| Especial para ACidade ON

Marcos Bernardelli (PSDB) marcou as duas reuniões extraordinárias para quarta-feira (Foto: Divulgação/Câmara)
Os vereadores de Campinas retomam nesta segunda-feira (3) os trabalhos nas sessões da Câmara. O clima este ano será de campanha eleitoral. Praticamente todos os vereadores deverão entrar na disputa. Mas, em meio à corrida, eles precisarão analisar um projeto polêmico e que tem gerado muita discussão na maioria das cidades: a reforma da previdência municipal.

Os servidores de Campinas já marcaram um ato em frente à Câmara para esta segunda-feira, primeiro dia de sessão, contra a reforma. Eles querem a manutenção da alíquota de 11% no desconto dos salários para o Camprev, sistema de previdência municipal. A ideia do governo é subir para 14%. Para STMC (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Campinas), essa proposta é "abusiva e incompatível com o salário dos trabalhadores".

O presidente Casa, Marcos Bernardelli (PSBD), afasta a possibilidade de votar o projeto a toque de caixa. Ele afirmou que o governo tem feito um estudo para embasar a discussão e que a estimativa é que o projeto seja enviado entre fevereiro e março. "Precisa vir nesse prazo para que possa ser discutido. Vamos ter um amplo debate. Com os parlamentares e com todos os segmentos que representados os servidores ativos e inativos", disse.

A proposta promete um intenso debate, ainda mais em ano de eleição. O funcionalismo é contra a mudança e tem feito resistência ao projeto. Antes mesmo do governo federal mudar as regras da previdência, o Executivo de Campinas tentou emplacar mudanças, mas sem sucesso. Integrantes do governo afirmam que se não houver uma adequação, o pagamento das aposentadorias se tornará inviável rapidamente. Hoje, o sistema já é deficitário.

"Temos até o meio do ano para aprovar. Sabemos que a pauta é polêmica e vamos fazer essa discussão às claras com a categoria, o Camprev, governo e vereadores. Sem valorizar o posicionamento de A e B. O que precisamos avaliar é o equilíbrio financeiro", afirmou Bernardelli.

ELEIÇÕES

Os vereadores também estarão dedicados à reeleição este ano. Bernardelli afirmou que vai manter a resolução das restrições sobre a campanha na dependência da Câmara e pedir para o Jurídico avaliar também qual deverá ser a conduta dos legisladores nesse período.

Em eleições anteriores, muitas discussões ficaram acirradas na tribuna. Os parlamentares têm imunidade, mas quando estiverem fazendo o uso do microfone, não podem pedir votos. Os ataques, no entanto, sempre foram constantes nesse período.

"Estamos no exercício do mandato e devemos ter cautela para não afrontar a legislação eleitoral. Precisamos avaliar o que foi renovado na legislação. Eu vou pedir para o Jurídico da Casa fazer um apanhado de toda a orientação e distribuir para os vereadores", afirmou o presidente.

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