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Política

Covid-19: Câmara adia projetos sobre cuidados na volta às aulas

Projetos sobre testagem de funcionários e barreiras entre alunos estavam em votação, mas foram retirados de pauta para readequação

| ACidadeON Campinas

Sessões acontecem de maneira remota por causa da pandemia (Foto: Divulgação Câmara Municipal)

Os vereadores da Câmara de Campinas retiraram da pauta os dois projetos que visavam prever medidas de segurança a serem implementadas visando à volta as aulas nas escolas da cidade durante a pandemia. Os projetos estavam na pauta das reuniões ordinárias que aconteceram na manhã desta quinta-feira (10).

Entre os PLs (Projetos de Lei), um deles determinava como obrigatória a realização do teste para o diagnóstico de covid-19 em todos os professores e funcionários das rede municipal de ensino antes do retorno das atividades escolares.

Já o segundo, ainda com o mesmo tema, determinava que as escolas deveriam implementar mecanismos de proteção como barreiras de acrílico entre as carteiras escolares, garantir o adequado distanciamento social e instalar totens com álcool em gel por meio de acionamento de pedal (em número suficiente para atender as pessoas que circulam pela escola) .

O projeto obrigava ainda os colégios a utilizarem termômetro digital para medição de temperatura de alunos, professores e funcionários, e determinava que o estabelecimento de ensino que descumprir o determinado quando do retorno das aulas presenciais durante a será multado no valor de mil UFCs, o que equivale a R$ 3.616,10.

Ambos os projetos eram de autoria do vereador Permínio Monteiro (PSB). O primeiro foi retirado após um pedido do líder da bancada do partido, o vereador Pastor Elias, que alegou dúvida sobre a aplicação da medida nas escolas estaduais, e pediu a retirada para adequação.

Já o segundo projeto chegou a ser votado em primeira discussão, mas após a aprovação o líder de governo, Luis Rossini (PV) pediu a retirada alegando que a proposta precisaria ser ajustada. Durante a discussão, Monteiro ainda citou a retirada das barreiras de acrílico "levando em consideração a realidade da cidade".  

"O projeto é muito meritório, porém ele cita escolas públicas, que incluem as estaduais, sobre as quais a princípio o município não pode legislar. Por isso pedimos a retirada para que seja melhor adequado", explicou Rossini.

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