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Política

Foto mostra momento da prisão do falso médico da Unicamp

Ele foi descoberto por médicos que atuam no hospital que desconfiaram e chamaram a Polícia Militar

| ACidadeON

Divulgação
Falso médico no momento de abordagem


Uma foto tirada no momento da abordagem policial ao falso médico que atuou no Hospital de Clínicas da Unicamp na última terça-feira mostra que ele está vestindo um jaleco do centro cirúrgico do hospital e também tem, em mãos, um estetoscópio. Vitor Sabino Nunes, 19 anos, passou duas semanas circulando pela unidade e se passando de residente.

Ele foi descoberto por médicos que atuam no hospital que desconfiaram e chamaram a Polícia Militar. Ele havia sido chamado para fazer uma massagem cardíaca e disse que não estava se sentindo bem para realizar o procedimento. A facilidade do acesso do desconhecido a unidade, uma das mais importantes do país, chocou a comunidade médica e pacientes.

A superintendência do HC divulgou na quarta-feira que definiu novas medidas de segurança a serem implantadas nos acessos das portarias do hospital. Não foram informadas quais medidas serão adotadas para ampliar a segurança no acesso dos profissionais que atuam na unidade. Apenas disseram que elas serão repassadas aos profissionais que atuam no HC, primeiramente.

Uma sindicância foi aberta. E foi feito um levantamento em prontuários, receitas e relatórios de atendimento, no qual constatou que o falso profissional não realizou atendimentos a pacientes no hospital e que sua atuação era como falso fisioterapeuta. Ele chegou a cursar fisioterapia em uma outra universidade, mas trancou o curso.

A polícia apreendeu a receita de uma pomada anti-inflamatória receitada por Vitor, mas, segundo a assessoria do hospital, ela teria sido entregue para um parente de um funcionário do HC - que, inclusive, desconfiou do jovem e ajudou a denunciá-lo.

O receituário era de outro médico que também tinha o nome de Vitor. O farsante, inclusive, tinha um crachá temporário da unidade, que estava desativado. A Unicamp informou que só vai voltar a se pronunciar sobre o caso após o término da sindicância. O rapaz vai responder por falsidade ideológica em liberdade. O caso está sendo apurado pelo 7º Distrito Policial, em Barão Geraldo.

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