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Especial Névio Archibald

Após tomar PSL, Santini pode ficar sem apoio de Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião para anunciar que deve deixar a sigla; em Campinas Santini conseguiu emplacar todo seu gabinete na diretoria da legenda

| Especial para ACidade ON

O vereador Tenente Santini (Foto: Divulgação) 
A aproximação do vereador de Campinas, Tenente Santini (PSD), junto ao PSL, para tentar sacramentar de vez sua posição como "Bolsonaro de Campinas", pode sofrer um duro revés nos próximos dias.  
 
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Isso porque o presidente Jair Bolsonaro (PSL) convocou uma reunião para esta terça-feira (12) para comunicar que deve deixar a sigla e ficar sem partido por um curto período.  Segundo a Folha de S.Paulo, ele deve comunicar que pretende criar uma nova sigla, a Aliança Pelo Brasil. A ideia do presidente é ficar sem partido até que a legenda saia do papel. 

Oficialmente, a cúpula do PSL em Campinas não vê a possível mudança com preocupação. O partido considera que o apoio de Bolsonaro a Santini está acima de relações partidárias. 

Mas seria complicado imaginar o presidente, em um novo partido, apoiando Santini no PSL - ainda mais porque o presidente sai da legenda rachado com lideranças importantes, como Luciano Bivar, Joice Hasselmann, Delegado Waldir e Major Olímpio. Também seria difícil imaginar o apoio do presidente a Santini caso o novo partido tenha representantes em Campinas.

A tomada do PSL em Campinas por parte do grupo de Santini começou no dia 30 de agosto, quando Ronny Carnauskas, servidor comissionado do parlamentar, assumiu a presidência da legenda e destituiu o antigo líder, André Ribeiro, filho do vereador Edison Ribeiro (PSL).

No dia seguinte, André entrou com uma ação contra a dissolução do Diretório Municipal pelo Diretório Estadual da legenda. Santini, inclusive, agora tem cinco funcionários do seu gabinete na diretoria do partido em Campinas.

Atualmente, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os funcionários de Santini no PSL são: Ronny Soares Carnauskas (presidente), Hércules Marques (tesoureiro-geral), Julio Eduardo Soares Martelo (secretário-geral), Mauro Rubens Mena de Castro Vasconcellos Teixeira (primeiro-secretário) e Antônio José Soares dos Santos (primeiro-tesoureiro).

Essa guinada indicaria, inclusive, que Santini deve ser candidato a prefeito pelo PSL em 2020. Ele é ligado a Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente estadual do PSL em São Paulo.  

A possível saída de Bolsonaro do PSL vem após uma série de desentendimentos do presidente com a base do partido no Congresso.

MAIS HISTÓRIA

No dia 1º de outubro, o PSL divulgou um comunicado no qual informa que, depois de sete anos integrando a base aliada do prefeito Jonas Donizette (PSB), estava indo para a oposição.

A carta, porém, não se aplicou na prática, já que Ribeiro continuou como um ferrenho defensor de Jonas, o que sempre fez na Câmara. Novamente Carnauskas agiu e afirmou que o PSL estuda a expulsão de Edison Ribeiro. Esse fato também não teve desdobramentos. 

O QUE DIZ SANTINI

Em nota, a assessoria do vereador Tenente Santini informou: "Sobre a possível perda de apoio do Presidente Bolsonaro a uma eventual candidatura a Prefeito de Campinas, esclareço que já estive por duas vezes, este ano, pessoalmente com o presidente quando, nas ocasiões, ele estimulou que eu me torne o candidato de sua confiança na cidade.  Minha proximidade com Jair Bolsonaro vai além do caráter partidário e está vinculada ao fator ideológico e na missão de colocar Campinas na rota certa", disse.

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