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Contra selfies de curiosos, Prefeitura de SP instala tapumes em viaduto que cedeu

| FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Não foi só pelo fechamento da pista expressa da marginal Pinheiros que o viaduto que cedeu na última quinta-feira (15) causou impactos no trânsito. Na altura do incidente, há quem reduza a velocidade e até pare e desça do veículo para garantir uma selfie com o desnível do solo, de cerca de dois metros.'Eu estava lá na sexta-feira ajudando a operação", contou o secretário municipal dos Transportes, João Octaviano, nesta segunda-feira (19). "Uma pessoa parou, começou a tirar foto. Eu pedi para passar, o sujeito continuou tirando foto. Eu falei: 'O que você quer ver aí?' 'Eu quero ver cair'".Para evitar a prática, a prefeitura instalou tapumes nas proximidades do viaduto. Segundo Milton Persoli, o presidente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), já houve impactos no trânsito. "Hoje você tem uma lentidão até exatamente esse ponto [da ruptura do viaduto]. As pessoas diminuem, passam a olhar, tiram foto, até descer, parar, tirar uma selfie e voltar.""O principal ponto é exatamente junto à obra. O desnível é bastante visível, isso causa impacto e eles querem registrar. A gente não tem observação em nenhum outro trecho da marginal em que o usuário têm esse comportamento."A gestão Covas não tem nenhuma estimativa de prazo para finalizar a obra do viaduto que cedeu na semana passada na marginal Pinheiros e também desconhece o tipo de técnica de engenharia a ser utilizada no local. Diante disso, decidiu recapear a pista expressa, enquanto essa permanecer interditada para o tráfego de veículos. Dos cerca de 16 km de pista expressa que estavam bloqueados, dois trechos de 5 km cada um foram liberados no começo da tarde desta segunda, anunciou a CET: da ponte Octavio Frias de Oliveira (ponte Estaiada) até a ponte Eusébio Matoso, no sentido Interlagos/Castelo Branco; e da ponte João Dias até a ponte Octavio Frias de Oliveira.O viaduto que cedeu passa sobre os trilhos da linha 9-esmeralda da CPTM e é rota de acesso à rodovia Castello Branco, próximo ao shopping e ao parque Villa Lobos, a 500 m da ponte do Jaguaré. A ruptura criou um "degrau" de cerca de dois metros na pista, e as causas seguem desconhecidas.Um agravante para essa indefinição sobre a técnica a ser utilizada no local é o desaparecimento do projeto original do viaduto, erguido na década de 1970 a partir de um convênio entre o município e a antiga Fepasa (companhia de trens). A prefeitura pediu ajuda ao governo paulista para tentar encontrá-lo.A prefeitura pretende construir dez estacas de ferro na base de sustentação do viaduto. A medida é necessária para criar um pilar de sustentação secundário na estrutura para que possa ser içada com a ajuda de macacos hidráulicos. O método, como se referiu o prefeito, é chamado de macaqueamento. Neste domingo, a circulação de trens na linha 9-esmeralda da CPTM, que passa sob o viaduto que cedeu, foi retomada com velocidade reduzida, após a prefeitura avaliar que a estrutura ficou estabilizada. Os trens passarão a 20 km/h -a velocidade média é de 60 km/h- entre as estações Jaguaré e Cidade Universitária por tempo indeterminado, para evitar que as vibrações movimentem o viaduto.As áreas mais atingidas dentro dos bairros são as vias da zona oeste, entre a marginal Pinheiros e o centro. Um esquema especial orienta o trânsito nos eixos das avenidas Faria Lima, Pedroso de Morais, Professor Fonseca Rodrigues e a Doutor Gastão Vidigal. Essas avenidas servem de alternativas à interdição da pista expressa na marginal -na Pinheiros, somente a via local segue liberada para veículos.A prefeitura também orienta que os motoristas oriundos das rodovias Anchieta, Imigrantes e Régis Bittencourt peguem o Rodoanel e a rodovia Castello Branco até alcançar a marginal Tietê. Outras opções para quem sai do litoral são as avenidas do Estado e Salim Farah Maluf.

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