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Com reforma da Previdência e privatizações, Doria espera R$ 140 bi em investimentos em SP

Governador participa da Latam CEO Conference, em Nova York, nesta quarta-feira (15). Estado deve ter 60 programas de privatização

| FOLHAPRESS

João Dória (PSDB) é governador de São Paulo (Foto: Governo de São Paulo / Divulgação)
 

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que 60 programas de privatização do estado deverão gerar R$ 140 bilhões em investimentos em dez anos. Doria participa da Latam CEO Conference, em Nova York, nesta quarta-feira (15).  

O evento busca aproximar empresas brasileiras e latino-americanas de investidores globais. O cálculo do governador leva em consideração a aprovação da reforma da Previdência. Para o Brasil, ele considera que serão R$ 300 bilhões em investimentos no período, em uma conta avaliada como modesta.  

"A reforma da Previdência não deve ser vista apenas pela economia fiscal, mas também pelo volume de investimentos de capital privado que vão entrar no Brasil nos próximos dez anos e mais intensivamente nos primeiros dois anos", afirma. Para Doria, a reforma da Previdência não está atrasada. Apesar da expectativa de aprovação feita pelo governo federal para julho, as novas regras deverão ficar para até o fim de agosto ou início de setembro, diz o governador.  

"Por 60 dias, não vejo nenhum prejuízo em face principalmente ao benefício que ela vai gerar na produção de novos investimentos para o Brasil e especificamente para São Paulo e a economia fiscal para estados e municípios." Ele diz acreditar que esse prazo engloba tanto a tramitação na Câmara dos Deputados quanto no Senado.  

De acordo com o governador, os senadores chancelam a reforma em menos de 30 dias. Segundo o governador, "a melhor reforma é aquela que for aprovada". "Se tivermos uma economia entre R$ 700 e R$ 800 milhões nos próximos dez anos, será muito salutar para a economia brasileira", afirma.  

"O apoio de São Paulo à reforma da Previdência é incondicional", diz Doria, citando que deputados e senadores também apoiam a reforma e devem fazer observações construtivas no projeto, mas o governo não fará oposição.  

Após quatro reuniões do fórum de governadores em Brasília, Doria afirma que há um sentimento majoritário de apoio, mas alguns estados sofrem mais e precisam de maior apoio para soluções de seus problemas fiscais. Ele apoia que o governo federal ajude esses governos para não haver perda de empregos.  

Quanto à negociação da fábrica de caminhões da Ford de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Doria diz que vai anunciar a decisão em dez dias e que tem "uma visão otimista em relação a esse tema".

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