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Caso Hípica: agressores farão 6 meses de serviços comunitários

Condenação de três adolescentes envolvidos em agressão saiu na tarde desta quinta-feira

| ACidadeON Campinas -

Vítima tentou fugir de agressor, enquanto carro acompanhava o ataque (Foto: Reprodução) 

Os três adolescentes de 17 anos envolvidos no espancamento de um jovem no começo de setembro, na frente ao clube da Hípica, em Campinas, foram condenados a prestar serviços comunitários. A sentença saiu no final da tarde desta quinta-feira (5).  
 
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Segundo a sentença, os jovens terão que prestar, durante seis meses, serviços comunitários que ainda serão definidos. A jornada de trabalho será de quatro horas semanais.

Os menores, denunciados por lesão corporal pelo Ministério Público local, ficaram apreendidos na Fundação Casa de 19 de setembro a 11 de outubro, quando foram liberados.

O CASO

A vítima, de 17 anos, foi cercada pelos três adolescentes da mesma idade, que avançaram sobre ele. O ataque ocorreu na Rua Buriti, no bairro das Palmeiras, em frente ao clube Sociedade Hípica de Campinas, no início de setembro.

O jovem sofreu fraturas graves e chegou a ficar internado no hospital após uma cirurgia. A desavença entre os adolescentes ocorreu porque a vítima teria ficado com a ex-namorada de um dos agressores.

A vítima saiu de casa e seguia em direção ao clube quando foi cercado pelos outros adolescentes. Após a agressão, o pai de um dos condenados teria voltou local e levou os três agressores embora.

O jovem agredido foi socorrido por funcionários do clube, que chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O pai foi denunciado pelo Ministério Público por corrupção de menores e lesão corporal grave e havia pedido restrições de mobilidade.

OUTRO LADO

O advogado Rodrigo Almeida, que defende um dos condenados, informou que ainda não tem autorização da família para se posicionar. Alexandre Sanches Cunha, advogado de outro jovem envolvido, disse que ainda está tomando conhecimento da sentença.  

Daniel Bialski, defensor do terceiro condenado, afirmou que a decisão reconheceu que a lesão corporal foi leve e que, embora a Justiça não tenha reconhecido a legítima defesa da honra invocada pela defesa, deixou pontuado que existem indícios de "injusta provocação". "Inobstante o respeito para com o juiz prolator da decisão, recorreremos da sentença, buscando a absolvição de nosso constituído." 

O advogado Pedro Marcelino, que representa a vítima, afirmou que também está tomando conhecimento do caso e que vai se manifestar posteriormente.

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