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Protetora com 12 cães só não é despejada devido à pandemia

Desempregada está com aluguel atrasado e ordem de despejo expedida; animais são idosos e alguns estão doentes

| Especial para ACidade ON

Cães foram reabilitados e colocados para adoção, mas não houve interessados
Um protetora de Campinas (SP), que cuida atualmente de 12 cães idosos, só não foi despejada da casa onde mora com os animais devido à pandemia de Covid-19.   

Adriana Ribeiro está desempregada e com uma dívida de R$ 9 mil em alugueis atrasados.  
 
Além disso, precisa todos os meses de R$ 870 para o aluguel e de R$ 450 para ração -  sem contar outras despesas básicas, como as de supermercado, água e energia elétrica.  

Adriana tem 47 anos, e aguarda resposta do governo federal sobre os R$ 600 de ajuda emergencial solicitados. 

Trabalhava de 12 a 15 horas por dia como Uber, com um carro alugado, mas desde o confinamento as corridas despencaram, e o que ela conseguia ganhar não cobria nem o combustível.  

Não tem filhos, mas tem que cuidar sozinha da própria mãe - uma senhora de 66 anos, que é grupo de risco (diabética, hipertensa e que, devido a doenças pregressas, já perdeu 80% da visão).  

Adriana tem ainda os próprios problemas de saúde.   

Precisa retirar um mioma que está crescendo. "Tive hemorragias constantes no final do ano passado, o que também foi crucial cooperando com tudo. Tinha dias que eu ficava de cama porque nem fralda geriátrica segurava a hemorragia".   
 
A protetora já fez rifa e bicos aos finais de semana em um restaurante.

"Tenho ficado muito desesperada e sem dormir, Nunca imaginei na minha vida que fosse chegar num ponto desses. Cheguei ao meu limite. Vou ter que pagar, ou vou ter que sair, mas não tenho pra aonde ir. Não consigo alugar (outro imóvel) porque não consigo comprovar renda e nem colocar no meu nome. O que eu preciso hoje é trabalhar", acrescenta.

A protetora trabalhou 4 anos como corretora de imóveis, mas para voltar a esse mercado hoje precisaria tirar o registro profissional agora exigido - o Creci,  tendo que desembolsar no mínimo R$ 600.   
 
Os animais que ela cuida foram resgatados ao longo de anos.  

Depois de reabilitados e castrados foram postos para adoção, mas ninguém se interessou por eles - como é o caso de Bob, que parou de andar há dois meses.  

Outros dois cães estão com câncer.  

"Eu sou sozinha. Meu pai é falecido. Eu preciso trabalhar, e me sinto péssima. Morro de vergonha, porque eu nunca precisei pedir. Nem sei te explicar (o que eu sinto). Sempre fui apaixonada por animais. Sempre resgatei, castrei, doei. E acompanho as adoções. O pouquinho que eu posso, eu sempre faço".  

AJUDA 

Quem quiser ajudá-la, deve entrar em contato pelo WhatsApp: (19) 97827-2902
 
Lembrando que toda a ajuda é bem-vinda. 

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