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No pain, no gain com os dias contados

Misturando brincadeiras de criança, pilates, artes marciais e equilíbrio emocional, método que privilegia o movimento quer que atividades físicas deixem de ser um sacrifício

| ACidadeON/Ribeirao


Dominando as hashtags do mundo fitness no Instagram, o "no pain, no gain" é o bordão que há anos motiva o pessoal da academia que busca a perda de peso e o crescimento muscular. Os especialistas em musculação dizem que a dor é um indicativo de que o exercício está funcionando e precedendo o resultado tão desejado. 

Mas se você já pagou o semestre inteiro na academia e desistiu no meio do caminho por falta de motivação ou se pratica por obrigação se questionando sempre se vale a pena tanta dor, já deve ter pensado: mas será que não tem um jeito menos punitivo de melhorar o shape de forma eficiente?  

Tem sim. E uma delas é um método criado pela bailarina Juliana Ota. O MOVA é um conjunto de atividades que privilegia a qualidade do movimento e a conexão entre corpo e mente. Em aulas de uma hora de duração, o aluno encara atividades que lembram brincadeiras de infância, como a parada de mão, acrobacias, gincanas com corrida e exercícios com o próprio peso do corpo.  

"O MOVA utiliza o alimento como nutrição pois acreditamos que o processo é tão importante quanto o resultado final. Quando focamos apenas no produto final, deixamos de viver o agora e isso gera ansiedade, doenças, um sistema punitivo", explica Juliana. A ideia, então, é resgatar o prazer de se movimentar. 

O movimento é quem manda  

O resultado no corpo e na qualidade de vida, porém, pode ser percebido em um mês de prática. 

Juliana, que hoje tem 42 anos, afirma que no início de sua carreira quando era bailarina e professora de dança era comum aceitar a dor como parte do caminho em busca da perfeição. "Era um mindset que focava apenas no produto final. Percebi que se eu continuasse me punindo daquele jeito e tomando tanto remédio, aos 40 eu estaria em uma cadeira de rodas". 

A inquietude, então, a levou a estudar o movimento em suas mais variadas formas. Pilates, artes marciais, yoga, dança, calistenia e até neurociência. Segundo a professora, as atividades do MOVA trabalham intensamente a fáscia, que é um órgão ainda "misterioso", mas que tem ligação em todos os outros músculos do corpo, como uma manta que integra o corpo inteiro. É daí que vêm as questões psicossomáticas, por exemplo. 

Atenção internacional 

O aspecto integralista da prática tem chamado a atenção de atletas, especialistas da saúde e professores fora do Brasil. Juliana já ministrou workshops e cursos de formação profissional em Portugal, França e Espanha, expandindo também a sua filosofia através de cursos online que podem ser comprados de qualquer lugar do mundo. Nos últimos dois anos, o MOVA atendeu mais de 2 mil alunos remotos do Brasil e de fora. 

Aprimoramento esportivo  

Apaixonada por corrida, a professora Luciana Alves experimentou o método despretensiosamente, mas viu uma possibilidade de aprimorar suas atividades. Ela se tornou professora do MOVA e, segundo ela, consegue aplicar as técnicas nos próprios treinos de corrida e nas aulas que ministra. "Hoje meus treinos de corrida são mais curtos, porém mais eficientes. Consigo explorar melhor os movimentos porque eles passaram a ser mais inteligentes", conta. 

Aos 42 anos, Luciana também menciona a influência da prática em quem deseja um corpo saudável de forma integral em todas as idades, de qualquer condição. "Qualquer pessoa pode fazer, todo tipo de corpo, alto baixo, magro, gordo, idoso, jovem". 

Já para Frederico Koroishi, 31, mestre gelatiere, que conheceu o método pelo YouTube e era praticante de Maha Mudra, o método foi surpreendente. Há oito meses, Frederico levou a esposa para conhecer as aulas e acabou adotando a prática. "Você faz pouco e ganha muito. Sempre tive problemas nas costas, má postura por causa de jogos online e basicamente estou zerado com as dores. Os exercícios me fizeram entender que eu sou uma pessoa flexível". 

Frederico conta também que em sete meses perdeu oito quilos apenas com a prática, sem mudar em nada alimentação ou estilo de vida.

* tradução: sem dor, sem ganho.

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