A importante e necessária recuperação do mercado de trabalho

A recuperação do mercado de trabalho é uma preocupação urgente para toda a sociedade. Como deverá ficar o mercado de trabalho no pós-pandemia?

| ACidadeON Campinas -

Após a longa passagem da pandemia, a recuperação do mercado de trabalho será uma das principais preocupações da sociedade.

Sejam governos, empresas ou cidadãos, todos deverão se empenhar na recuperação do mercado de trabalho

A recuperação do mercado de trabalho no pós-pandemia

O ano de 2020 entrará para a história não apenas pela pandemia mundial de Coronavírus, mas por incontáveis fatores. Diversos são os motivos para que as próximas gerações estudem os fatos que aconteceram, e ainda acontecem, em todo o mundo. Entre eles, a recuperação do mercado de trabalho será um dos pontos mais importantes a serem considerados por governos, empresas e cidadãos.

Para o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, a pandemia de coronavírus lançou o mercado de trabalho em uma "crise inédita". E os impactos não foram apenas os sistemas de saúde, bem como todo o mercado de trabalho. Já o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que ambos os problemas, saúde e economia, caminham juntos e estão interligados. 

Números do Mercado de trabalho

Antes da pandemia, a taxa de desemprego no Brasil girava em torno de 12,8 milhões de pessoas (12,6%). Já no primeiro semestre de 2021, após um ano do início da pandemia, os índices atingiram 14,6%, quase 15 milhões de pessoas desocupadas.

O desemprego já era uma preocupação em diversos países da América Latina também. E nos meses seguintes à pandemia observamos um crescimento inédito dos índices, afetando especialmente os mais pobres e agravando a pobreza no mundo.

No início da quarentena, a OIT estimava que o mercado de trabalho ainda sofreria um impacto de até 25 milhões de empregos. Nos dados atualizados em junho de 2021, a organização afirma que ainda neste ano, até 220 milhões de pessoas correm o risco de perder o emprego.

A saída para muitas pessoas foi o trabalho informal, que também foi prejudicado por conta do avanço da Covid-19 em todos os países. E no Brasil, que apresentava números alarmantes antes mesmo da pandemia, isso não foi diferente.

Os empregos mais afetados

Entre os profissionais que mais precisaram se ajustar e criar modelos adaptados para trabalhar durante a crise foram:

  • Professores;
  • Vendedores;
  • Personal trainers;
  • Artistas;
  • Profissionais liberais e autônomos.

Estes profissionais sentiram um impacto muito grande em suas atividades, principalmente na queda das receitas durante o período.

Mas os problemas do mercado de trabalho não acabam por aí, já que a pandemia ainda não chegou ao fim. E, para piorar, a expectativa é de que na retomada da economia no pós-pandemia, muitos outros postos de trabalho ainda serão eliminados. A tendência é que as demissões afetem, justamente, aqueles trabalhadores que são menos qualificados.

Para Daniel Duque, pesquisador do Ibre/FGV, o mercado de trabalho é ingrato com os que têm menos instrução. Duque afirma que "as pessoas que têm menor escolaridade e menos qualificação terão mais dificuldade de se recolocar do que quem tem formação superior e especializações".

Soluções conjuntas para o mercado de trabalho

Há muito trabalho a ser feito, e ele não pode ser realizado apenas por uma ou outra pessoa, em um ou outro canto do planeta. Para resolvermos as dificuldades impostas ao mercado de trabalho pela pandemia de Coronavírus é necessário união e esforço conjunto. Todos precisamos dar o protagonismo aos trabalhadores, que são os responsáveis pelo dia-a-dia da economia em escala global.

Existe toda uma vida pela frente; uma sociedade a se refazer, e vidas a se recuperar nos mais amplos e diversos sentidos. Seja uma vida financeira, emocional, ou profissional, todos nós, de alguma forma, fomos abalados. Sendo assim, somente com ações colaborativas, entre Estados, governos, setor privado e trabalhadores é que poderemos recuperar força.

O senso de urgência deve permear as discussões, e reanimar as atividades em nossos municípios, no Brasil e no mundo. Apesar da latente transformação, o mercado de trabalho não vai desaparecer, e precisamos estar preparados para sua reconstrução. 
 
 
HORA DO EMPREENDEDOR
Ibraim Gustavo:
Jornalista, pós-graduado em Marketing e MBA em Comunicação e Mídia. Cursando MBA em Empreendedorismo e Inovação. Possui formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). Empreendedor, sócio-fundador da Freestory.