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Grevistas afirmam que não vão sair da reitoria da Unicamp

Pela manhã o reitor da Unicamp deu uma entrevista coletiva onde afirmou que não irá ao encontro dos grevistas

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Grevistas afirmam que não vão deixar prédio e reitor afirmou que não conversar se eles não saírem do local. (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

O impasse entre os funcionários grevistas e a reitoria da Unicamp continua nesta quinta-feira (5). Os grevistas estão ocupando uma das salas do prédio da reitoria, desde a noite da última terça-feira, e afirmam que só sairão do local após o reitor Marcelo Knobel ir até o local para conversar com eles. Apesar da ocupação no local o trabalho na reitoria segue normalmente.

No começo da tarde, outra parte dos grevistas, que está do lado, votou, em assembleia, a continuidade da greve iniciada em maio.

Pela manhã o reitor da Unicamp deu uma entrevista coletiva onde afirmou que não irá ao encontro dos grevistas. Porém, afirmou que irá se reunir com eles ainda hoje, se eles deixarem o prédio. A entrevista não foi concedida na reitoria, mas sim em outro prédio da universidade. O reitor afirmou que eles têm até às 13h para deixarem o prédio e uma reunião seria agendada para às 16h.

"Ontem a tarde havia a sinalização de que eles deixariam o prédio se eu fosse na reunião. Eu cancelei todos os compromissos que tinha e esperei. Mas isso não ocorreu. Deixei claro que só me reuniria com eles se desocupassem a reitoria. Isso é inconcebível", afirmou Knobel.

Ao todo 12 pessoas estão dentro da reitoria e cerca de 100 do lado de fora.  

Grevistas afirmam que não vão deixar prédio e reitor afirmou que não conversar se eles não saírem do local. (Foto: Luciano Claudino/Código 19)
Os grevistas alegam que estão com salários defasados há três anos e reivindicam reajuste de 12,6%. A Unicamp apresentou uma proposta de aumento de 1,5% diante da situação financeira da universidade, que previa déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões antes de considerar a aprovação do reajuste nas contas.  

Quanto ao vale alimentação os grevistas querem um aumento de R$ 230, fazendo com que o tíquete passasse a R$ 1.080. A proposta da universidade é de R$ 950.

"Estamos nesse impasse. Eles (sindicato) sempre me ligam e sempre atendo, mas naturalmente precisamos de uma reunião oficial. Mas ela só vai acontecer após a desocupação do prédio. Mesmo assim ainda mantemos nossa proposta que é de 1,5% de reajuste e R$ 100 de aumento no auxílio alimentação. Agora precisamos nos reunir para falar sobre os dias parados", disse o reitor.  

A diretora do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) Margarida Barbosa afirmou que ninguém vai deixar o prédio. "Não invadimos o local e nem ocupamos, simplesmente estamos em uma sala a espera da nossa reunião com o reitor. Ele tem que resolver. Todas as vezes que tentamos negociar ele vem com a mesma proposta. Quem decide a greve somos nós e não o reitor. Vamos continuar, ele que esta criando uma confusão", afirmou.  

O CASO  

No começo da noite da última terça-feira (3) 13 trabalhadores grevistas, após uma reunião de negociação com representantes da universidade ter sido encerrada, por volta de 18h30, sem avanço nas propostas, resolveram permanecer no local. Eles exigem a presença do reitor Marcelo Knobel no prédio. Knobel afirmou que não vai ao local conversar com os grevistas sob pressão.  
 
MULTA

A Justiça multou o STU em R$ 5 mil pelo bloqueio promovido pelo sindicato na semana passada em duas entradas da Unicamp para uma panfletagem. A ação gerou quilômetros de congestionamento e problemas para quem queria entrar no campus em Campinas. LEIA MAIS AQUI  

 




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