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Aluno trans agride coordenador que o chamou de "nervosinha"

Caso aconteceu na Escola Técnica Conselheiro Antônio Prado, em Campinas

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Caso ocorreu na Etecap Conselheiro Antônio Prado, em Campinas (Foto: Divulgação) 

Um coordenador da Escola Técnica Conselheiro Antônio Prado, em Campinas, foi agredido na manhã desta quarta-feira (14) por um aluno. A confusão começou depois que o estudante chegou atrasado e foi impedido de entrar na escola. Durante a discussão o adolescente, que é transgênero, foi tratado como mulher e não gostou.

A escola registrou boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial de Campinas. No BO, inclusive, o estudante é tratado no gênero feminino.

Jack Celeste, de 17 anos, é aluno do 2º ano do ensino médio e contou que chegou cinco minutos atrasado na escola e, por isso, foi impedido de entrar. Ele pulou o muro e entrou pela área do estacionamento.

O estudante reclamou que, quando outros alunos chegam atrasados, conseguem entrar, e que ele estaria sendo perseguido. Ele então foi para a aula, mas, segundo ele, uma coordenadora começou a gritar com ele no meio do pátio, dizendo que ia chamar a polícia e fazer um boletim de ocorrência por conta do atraso.

O coordenador e professor José Eduardo de Oliveira também estava por perto e, de acordo com o aluno, ficou fazendo provocações, dizendo que Jack estava "nervosinha". Foi aí que o aluno começou a gritar e deu um soco perto do ombro do professor. O estudante foi segurado por outros estudantes, se acalmou e foi embora.

"Sou um homem trans, ele sabe desde sempre que o pronome é masculino e foi estopim para o surto. Eu agredi ele, acabei dando um soco no ombro", contou o jovem. "Não concordo com a violência, mas por conta do surto não foi algo que controlei na hora", admitiu o estudante.

O QUE DIZ A ESCOLA

Por meio de nota, a direção da Etecap disse que não há registro de reclamações contra o coordenador agredido, e ressaltou que no boletim de ocorrência também consta que uma funcionária da escola foi agredida verbalmente pelo mesmo estudante.

Quanto à transexualidade do aluno, esclareceu que a adoção de nome social é uma experiência já consolidada nas Etecs. "Além disso, capacitações e atividades sobre questões de gênero para professores e outros servidores da instituição são frequentes", informa. Segundo a nota, a situação do estudante está sendo tratada diretamente com os responsáveis, por ele ser menor de idade.

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