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Falso sequestro extorque quase R$ 200 mil de médica

A polícia encontrou a mulher depois que colegas de trabalho estranharam que ela não apareceu para trabalhar

| ACidadeON Campinas

 

Caso foi desvendado pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campinas (Foto: Reprodução/Google Street View)


A Polícia Civil de Campinas está investigando um caso de falso sequestro que extorquiu da vítima quase R$ 200 mil. O foco dos bandidos foi uma médica de 53 anos que acreditou que a filha, de 23, e que mora em outra cidade, estava nas mãos de bandidos. A mulher chegou, orientada pelos bandidos, a sair de casa e ficou desaparecida por 36 horas. Nesse tempo fez transferências bancárias para os criminosos.

Após um dia e meio a polícia a encontrou em uma agência bancária dentro do campus da Unicamp. No local ela havia acabado de fazer uma nova transferência para os criminosos. Apenas quando chegou a delegacia, levada pelos policiais, a mulher percebeu que a filha não estava sequestrada. A extorsão começou no domingo a noite e terminou na tarde de terça-feira (13). 

A polícia encontrou a mulher depois que colegas de trabalho estranharam que ela não apareceu para trabalhar e entraram em contato com a filha, que ligou para o pai, que também mora em Campinas. Como ele não encontrou a médica na casa onde ela mora sozinha, no distrito de Barão, fez um boletim de ocorrência no 7º Distrito Policial por desaparecimento.   
 
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O setor de inteligência da Polícia Civil conseguiu descobrir o paradeiro da mulher na agência da Unicamp. Segundo a polícia, a mulher recebeu mais de 100 ligações dos criminosos que conseguiram a persuadir a não fazer nenhuma ligação para parentes ou tentar falar com a própria filha. Em todos os momentos eles utilizaram ligações para pressioná-la e mostravam que a suposta filha era, a todo momento, ameaçada.

O caso está sendo investigado pelo Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) e Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A polícia alerta que golpes do tipo estão ocorrendo com bastante intensidade na região de Campinas e que os criminosos utilizam linhas de telefone de outros estados ou números privados para persuadir e fazer a vítima a acreditar no falso sequestro. Muitas vezes eles usam vozes femininas ou até mesmo choro ao fundo da ligação para impressionar as vítimas.

A polícia afirma também que falsos sequestros têm sempre as mesmas características: são os feitos por telefone onde os criminosos passam contas para serem feitas transferências e ligam a todo momento para a vítima e assim a impedem de pedir ajuda. A polícia alerta também que antes de praticar qualquer conduta, com ir para bancos a vítima tem que ligar para a polícia e pedir orientação. A polícia lembra que sequestrador de verdade não liga toda hora, não pede para fazer transferências bancárias, por exemplo. Nesse último caso, depois que a mulher fez as transferências para contas abertas em nomes falsos, os bandidos as cancelaram.

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