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Alvo de críticas, Saúde fica "intocada" no Orçamento 2019

Setor que mais desagrada a população na cidade não recebe emendas nem questionamentos; peça deve ser aprovada na Câmara esta semana

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Segunda votação da LOA será na próxima semana (Foto: Divulgação/Câmara)

A Saúde é alvo frequente de protestos dos vereadores na Câmara de Campinas, que cobram mais investimentos e atenção do poder público. O Orçamento de 2019 foi aprovado em primeira votação no Legislativo, mas praticamente não houve questionamentos da Casa em relação ao montante que será destinado a área no próximo ano.  

A situação do setor se agravou na cidade em meio a crise econômica e a denúncias de desvios de recursos no Hospital Ouro Verde e forçou o governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) a redefinir o atendimento na cidade. Apenas Mariana Conti (PSOL) cobrou mais repasses para a área que é elencada como prioridade pela população.  

Embora Campinas conte no total com R$ 5,79 bilhões de Orçamento para o próximo ano, grande parte desse dinheiro vai para o custeio de serviços que já existem. Na Saúde, a previsão é aplicar R$ 1,4 bilhão. O valor é alto se comparado a outras secretarias, mas insuficiente para fazer grandes ajustes ou promover novos investimentos com recursos próprios.   
 
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Nos últimos três anos, a evolução de recursos para a Saúde foi tímida. Em 2017, gasto foi de R$ 1,2 bilhão. Este ano o governo deve aplicar R$ 1,35 bilhão. Em 2019, o valor destinado a área será de R$ 1,460 bilhão, incluindo a Rede Mário Gatti. Um aumento de apenas 3,49%.  

Nas ruas, a população coloca a Saúde como prioridade em volume de investimentos. Também cita a Educação, Serviços Públicos, Cultura e Assistência Social. "Nossos postos estão desabastecidos de remédios. Todo mundo está na porta dos hospitais em filas para o atendimento. A cidade também está toda esburacada. Acho que os recursos deveriam ir para esses dois setores", disse a aposentada Neiva Camilo Oliva.  

A segunda colocada em repasse de recursos é a Educação, com R$ 1,1 bilhão. Assim como a Saúde, o setor também enfrenta problemas, principalmente em relação a falta de professores. A situação se agravou com o alto número de aposentadorias este ano devido às previsões da Reforma da Previdência, o que tem causado transtornos aos pais e estudantes. Estima-se um déficit de ao menos 127 docentes.

"Eu acho que tem que focar em Educação. O povo bem informado tem capacidade de lutar por seus direitos. Defendo também projetos culturais, principalmente na periferia", disse o músico Danilo Pereira.  

A empregada doméstica Ana Paula da Silva Rodrigues disse que, se pudesse distribuir o orçamento, aumentaria o salário dos professores. "Os professores merecem ganhar mais porque são nossas crianças que estão nas mãos deles. São os professores que dão o futuro para os nosso filhos", disse  

O Orçamento ainda passará pela segunda votação (mérito). A proposta foi aprovada na primeira análise por 27 parlamentares. Votaram contra: Mariana Conti (PSOL), Carlão do PT, Pedro Tourinho (PT) e Tenente Santini (PSD).  

O líder de governo, Marcos Bernardelli (PSDB), disse que a discussão se baseou na legalidade "Esse orçamento é dividido entre todas as pastas e com o gabinete do prefeito. Discutimos a legalidade dos repasses para Educação e Saúde, que são verbas carimbadas. É um orçamento 1,6% maior que o deste ano", disse.  

A previsão é que a segunda votação ocorra no dia 26 de novembro. No Orçamento do ano passado, antes e durante a segunda votação, 54 emendas foram apresentadas pelos parlamentares para tentar modificar o projeto, nenhuma delas foi aprovada pela Comissão de Finanças da Casa. O mesmo ocorreu em 2017. Os vereadores também tentaram modificar a distribuição de recursos, mas nenhuma emenda foi aprovada.

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