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Bolsonaro envia "votos de solidariedade" a vítimas da Catedral

Presidente eleito também se manifestou sobre o ataque que chocou Campinas e o mundo nesta terça

| ACidadeON Campinas

Bolsonaro deve assistir ao jogo do Palmeiras domingo em São Paulo (Foto: Pedro Ladeira / Folhapress) 

Depois do presidente Michel Temer se manifestar sobre o ataque que deixou cinco mortos na Catedral de Campinas, na tarde desta terça-feria (11), o futuro presidente, Jair Bolsonaro, também falou sobre o tema.  

Bolsonaro usou seu perfil no Twitter para enviar "votos de solidariedade" às vítimas e familiares.    

"Estamos acompanhando a apuração das autoridades sobre o crime bárbaro cometido hoje na Catedral Metropolitana de Campinas, em São Paulo. Nossos votos de solidadiedade às vítimas dessa tragédia e aos familiares", disse Bolsonaro.

O atirador foi identificado como Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, publicitário e morador de Valinhos. Ele usou uma pistola automática 9mm, com numeração raspada, no ataque na Catedral.  

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O ataque acontece justamente quando o país discute a liberação do porte de arma, uma bandeira defendida justamente por Bolsonaro.

O estatuto do desarmamento, lei federal aprovada em 2003 e afrouxada nos últimos anos por meio de decretos e portarias, corre o risco de ser desmantelado a partir de 2019, no que depender do novo presidente.

O estatuto regula o acesso a armas e restringiu o porte e a posse em todo o país. Pelo estatuto, hoje, para obter a posse é preciso ser maior de 25 anos, ter ocupação lícita e residência certa, não ter sido condenado ou responder a inquérito ou processo criminal, comprovar capacidade técnica e psicológica e declarar a efetiva necessidade da arma.

Já o porte é proibido, exceto para forças de segurança, guardas, entre outros. O número de novas licenças para pessoas físicas, concedidas pela Polícia Federal, tem crescido consistentemente nos últimos anos, bem como os registros para colecionadores, caçadores e atiradores desportivos, dados pelo Exército.

No total, hoje, são mais de meio milhão de armas nas mãos de civis: 619.604. 


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