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Funcionária filma chefe se masturbando para ela no trabalho

Mesmo com a filmagem em mãos, a vendedora levou mais de quatro horas para registrar boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher

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Vítima sofreu assédio sexual em trabalho em Indaiatuba. (Foto: EPTV) 

A Polícia Civil de Indaiatuba abriu inquérito após uma vendedora de 30 anos de Indaiatuba denunciar o patrão por assédio sexual durante o trabalho. Ela chegou a filmar algumas cenas dele se masturbando na frente dela dentro da loja onde ela trabalhava. A filmagem foi feita no dia 3 de fevereiro (veja vídeo abaixo).

No vídeo, é possível ver o dono da empresa de acessórios para celular, identificado apenas como Flávio, se masturbando atrás do balcão e chamando a funcionária pra vê-lo. Ele a chama e pergunta porque ela não quer. Em seguida, o vídeo termina com ela pedindo para ele parar.

A jovem contou que o flagrante aconteceu em menos de uma semana de trabalho. Com três filhos, ela disse que começou a busca por emprego e encontrou a loja de acessórios para celular no centro de Indaiatuba. Logo no primeiro dia ela disse que percebeu a intenção do patrão.

"Eu percebi que ele falava de coisas de sexo. Eu falei para ele assim: Flávio, não me interessa. Eu não quero saber. Eu estou aqui para trabalhar", disse ela. A vítima contou que ele pediu desculpas e que ela voltou no dia seguinte pois precisava do emprego. Mas o assédio continuou.

GRAVAÇÃO

Em um dos dias, a vendedora conta que o homem a empurrou para dentro do banheiro e tentou tirar a blusa dela. Orientada pela mãe, ela decidiu gravar o flagrante. Ela conta que avisou para ele que estava falando no WhatsApp com uma amiga e começou a gravar.

"Ele falou para mim: vem pra trás do balcão, abaixa as calças. É isso que você gosta", disse ela. A vítima acreditou que apenas com o vídeo provando o assédio conseguiria abrir o boletim de ocorrência.

No entanto, quando procurou a DDM (Delegacia da Mulher), em Indaiatuba, sofreu resistência dos policiais para registrar o boletim. "Demorou muito para ser atendida. Demorou demais. Eu fiquei quase quatro horas na delegacia. Eu mostrei o vídeo para um, para outro, dentro da delegacia. Mas ninguém podia, ninguém tinha solução", disse.  



SEM DELEGADO


Depois de quatro horas de espera e sem apoio, a vítima resolveu questionar se o delegado da unidade não poderia auxiliar no caso. Foi quando descobriu que a delegacia está sem delegado designado. Apesar de toda a dificuldade, ela conseguiu registrar o boletim de ocorrência.

O CHEFE

O homem suspeito de cometer assédio sexual foi ouvido pela EPTV. À repórter Helen Sacconi, ele negou ter cometido o crime e disse que a jovem nunca trabalhou no local. "Eu não sou a primeira nem a segunda que ele fez isso, ele mesmo falou. Mas espero que eu seja a última", disse a vítima.

OS DADOS

Segundo O MPT (Ministério Público do Trabalho), no ano passado foram registradas 16 denúncias de assédio sexual em toda região de Campinas. Em 2017, foram 13 casos. (Com produção de Lilian Leite e reportagem de Cristina Maia e Helen Sacconi, da EPTV Campinas)


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