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Tempo seco já eleva casos de doenças respiratórias

Centros de saúde registram aumento de até 30% na procura por atendimentos, a maioria crianças

| ACidadeON Campinas

Crianças sofrem mais com baixa umidade do ar (Foto: Evelson de Freitas/Folhapress) 

Campinas já está há mais de 20 dias sem uma gota de chuva - a última precipitação registrada pelo Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, foi no último dia 4 de junho, e de apenas 10 milímetros. E, com o clima seco das últimas semanas, tem aumentado os casos de problemas respiratórios principalmente em crianças.

A procura por atendimento médico no Centro de Saúde do Jardim Florence já aumentou entre 20% e 30% por causa de casos de infecção respiratória. Mas há picos maiores de movimento e acontecem quando os índices da umidade do ar ficam mais severos.

Nos últimos dias, segundo levantamento do Cepagri, o índice tem ficado em torno dos 40%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica a umidade abaixo de 60% como nociva à saúde.

O problema é que o cenário tende a piorar ainda mais porque o Inverno começou na última sexta (21), período onde há mais ocorrências de doenças como bronquite, pneumonia, virose e gripe, devido a maior aglomeração de vírus e bactérias em um mesmo local - na maioria das vezes fechado.

Especialistas explicam que no Inverno a umidade do ar cai e, por consequência, diminui a hidratação do pulmão e da garganta, o que prejudica os mecanismos de defesa do corpo e faz com que as pessoas, principalmente as crianças, tenham dificuldade em eliminar partículas de poluição e os vírus que entram no organismo por meio das vias respiratórias.

"Os mais afetados são crianças abaixo dos 4 anos que são mais imaturas imunologicamente. As que vão a creches ficam ainda mais suscetíveis, já que ficam agrupadas. E o tempo seco faz com quem o vírus e as bactérias fiquem no ambiente", explicou a médica pneumologista e responsável pelo atendimento no CS do Florence, Roberta Nery Cardoso.

No CS a maior parte das crianças chega com alguma infecção respiratória. "Precisa fazer um tratamento para que a doença não cresça e com isso agrave o caso", alertou. Além dos problemas respiratórios, a médica chama atenção para os casos de conjuntivite que também aumentam nesse período. "O tempo seco favorece os casos de conjuntivite e isso passa de uma criança a outra."

O QUE FAZER

A consultora Tainá Moreira levou a filha de 2 anos e meio duas vezes ao pronto-socorro nos últimos dias por causa do excesso de tosse. "É horrível ver a criança tossindo, cansada. Fico sem saber o que fazer. Lá, faz inalação e melhora, mas enquanto o tempo não melhorar ela vai continuar com nesse estado", afirmou.

A especialista afirma que a melhor maneira de ajudar a combater o problema é, além de uma alimentação saudável, a ingestão de dois a três litros de água ou suco natural, deixar o ambiente umidificado e lavar a mãos.

"Vale lembrar que deixar o umidificador ligado no quarto eleva a criação de mofo, por isso, a indicação é deixá-lo na sala, que é um ambiente mais aberto e onde há janelas onde o ar circula e no quarto a velha e boa receita: toalha molhada pendurada ou bacia com água", afirmou a médica.

Outra dica para ajudar a criança a tirar a secreção do nariz é a utilização de soro nasal. "A limpeza com soro nasal de 4 a 6 vezes por dia. Quando a secreção fica parada no nariz ela é o ambiente perfeito para a proliferação de bactéria e a criança adoece", afirmou.

CHUVA

Não chove em Campinas desde o último dia 4 de junho. Segundo a meteorologia está prevista para amanhã (26) a entrada de uma frente fria que pode trazer um pouco de chuva. Mas ela não será de grande proporção.

"A frente fria trará temporal para o sul do País. Aqui em São Paulo vai ficar bem no linear. Tem possibilidade de pancadas de chuva com rajadas de vento, mas o temporal vai mesmo acontecer no Sul do País. Aqui será bem mais fraco", afirmou a pesquisadora Ana Ávila, do Cepagri.

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