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Variação no preço de genéricos chega a 2.258,82% em Campinas

O estudo aponta também que, na média, os medicamentos genéricos são 57,04% mais baratos que os de referência

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Pesquisa foi feita em julho. Foto: Divulgação/Federação Médica Brasileira

A diferença de preços entre os medicamentos genéricos em Campinas pode chegar a 2.258,82% nas farmácias da cidade. O dado foi revelado nesta terça-feira (13) pelo Procon Campinas e Fundação Procon/SP. Os dois órgãos fizeram um levantamento nas farmácias da cidade.

Já entre os medicamentos de referência, a maior variação encontrada foi de 79,23%. O medicamento genérico com maior diferença encontrada foi o Hidroclorotiazida e, de referência, o Amoxil (Amoxicilina).

O estudo aponta também que, na média, os medicamentos genéricos são 57,04% mais baratos que os de referência. "É uma diferença grande, o que pode representar uma economia significativa para o bolso do consumidor. Por tal razão é essencial pesquisar preços entre laboratórios e estabelecimentos, aponta a diretora do Procon de Campinas, Yara Pupo.

Mais dados da pesquisa podem ser consultados aqui.

Ao todo os fiscais do Procon percorreram nove drogarias da cidade, onde pesquisaram 58 medicamentos (31 de referência e 27 de genérico) entre os dias 22 e 23 de julho deste ano. A sondagem revela também o percentual de abastecimento e o número de itens, por estabelecimento, com preços menores ou iguais aos preços médios praticados.

A diretora do Procon Campinas orienta também que o consumidor deve consultar a lista de Preços Máximos (PMC) dos medicamentos disponível no site da Anvisa (aqui) antes de proceder a uma pesquisa de preços. Essas listas devem estar disponíveis ao consumidor nas unidades do comércio varejista, conforme determina Resolução da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). "Com essas informações, o consumidor deve comparar os preços entre os diversos estabelecimentos, como também os da própria rede, já que podem variar significativamente", explica a diretora.

POLÍTICA DE PREÇOS

Os preços dos medicamentos necessitam de aprovação da CMED, sendo que os reajustes ocorrem anualmente. A última publicação foi a Resolução nº 1, de 26/03/2019, que dispõe sobre a forma de definição do Preço do Fabricante (PF) e do Preço Máximo ao Consumidor (PMC) dos medicamentos em 31 de março de 2019. A publicação estabelece a forma de apresentação do Relatório de Comercialização à CMED, disciplina a publicidade dos preços dos produtos farmacêuticos e define as margens de comercialização desses produtos.

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