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Unicamp cancela matrícula de nove estudantes por fraude

A Unicamp cancelou a matrícula de nove estudantes após constatar que eles ingressaram em cursos de graduação sem atender aos critérios do sistema de cotas étnico-raciais no Vestibular 2019

| ACidadeON Campinas

Investigação começou após denúncia de ONG. Foto: Denny Cesare/Código 19

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) cancelou a matrícula de nove estudantes após constatar que eles ingressaram em cursos de graduação sem atender aos critérios do sistema de cotas étnico-raciais no Vestibular 2019. As apurações começaram em junho, após a universidade receber 141 denúncias da ONG Educafro, de São Paulo, sobre a fraude.   

A instituição criou uma comissão de sindicância que começou uma investigação, inclusive entrevistando pessoalmente todos os alunos indicados na denúncia.

Ainda segundo a Unicamp, outras dez pessoas que estavam indicadas na denúncia de fraude abandonaram, por conta própria, os cursos antes do resultado da comissão. A universidade adiantou que todas as vagas canceladas serão reabertas, mas ainda não explicou como isso vai ocorrer.

Mais de 1 mil alunos foram beneficiados pelo sistema de cotas - alunos pretos ou pardos -, neste ano que foi o primeiro nesse modelo na universidade. O número equivalente a 29,4% dos novos alunos que ingressaram neste ano na universidade. Deste total, 711 ingressaram pelo vestibular tradicional e 296 por meio da seleção que tem como critério a nota obtida pelo candidato no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Os alunos que tiveram as matrículas canceladas cursavam os cursos de administração, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia química, estatística, geografia, licenciatura em química e licenciatura em matemática.

Na entrevista durante a investigação, a universidade levou em conta critérios fenotípicos - conjunto de características físicas do indivíduo, em especial, a cor da pele, a textura do cabelo, formato do nariz, boca e orelha.  

Por meio de nota a Unicamp afirmou que está tomando cuidado para que isso não volte a acontecer e que está em processo para a instituição de comissões visando a heteroidentificação étnico-racial do conjunto de estudantes que pleitearem ingressar em cursos de graduação na universidade, como beneficiários da política de ação afirmativa baseada em cotas étnico-raciais para pretos e pardos. 

Na nota a Unicamp também esclareceu que os ingressantes deste ano beneficiários da política de cotas étnico-raciais para pretos e pardos não foram submetidos globalmente a processos de heteroidentificação. Isso aconteceu apenas nos casos em que denúncias foram encaminhadas à universidade.

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