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Escola do São Domingos é escolhida para ser cívico-militar

Indicação do nome ainda vai passar por uma consulta pública; o resultado será encaminhado ao MEC

| ACidadeON Campinas

A escola Profª Odila Maia Rocha Brito foi a escolhida para ser cívico-militar 

A Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Profª Odila Maia Rocha Brito, no bairro São Domingos, foi a escola escolhida pela Prefeitura de Campinas para fazer parte do programa cívico-militar do governo federal. A informação foi confirmada pela Secretaria de Educação à reportagem do ACidade ON Campinas.  A unidade também funciona como EJA (Educação de Jovens e Adultos).
 
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No dia 21 de novembro o MEC (Ministério da Educação) confirmou que Campinas seria a única cidade do Estado a receber o programa. A Prefeitura anunciou a adesão de Campinas ao programa no dia 10 de outubro.

Os critérios para escolher a unidade, que fica na Rua Juvenal de Oliveira, foi o menor Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da rede, ser do 6ª ao 9ª ano, ter entre 500 e 1.000 alunos e estar em área de vulnerabilidade. A escola tem, atualmente, 775 alunos.

Ainda no dia 21 de outubro, o prefeito Jonas Donizette (PSB) confirmou que iria fazer uma consulta pública para definir a escola que receberia o modelo cívico-militar. A Secretaria de Educação disse que a consulta é aberta à comunidade (bairro), mas quem tem direito a voto são os professores, alunos, pais e funcionários, que formam a comunidade escolar da unidade.  
 
O MEC confirmou, em nota oficial, que hoje era o dia limite para as cidades enviarem o nome das unidades escolares que serão contempladas no programa.

COMO FUNCIONARÁ

Cerca de 1 mil militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares da ativa vão atuar na gestão educacional das instituições. Em 2020, o MEC destinará R$ 54 milhões para levar a gestão de excelência cívico-militar para 54 escolas, sendo R$ 1 milhão por instituição de ensino. São dois modelos.

Em um, de disponibilização de pessoal, o MEC repassará R$ 28 milhões para o Ministério da Defesa arcar com os pagamentos dos militares da reserva das Forças Armadas. Os outros R$ 26 milhões vão para o governo local aplicar nas infraestruturas das unidades com materiais escolares e pequenas reformas nestas escolas, atuarão policiais e bombeiros militares.

A proposta do governo Bolsonaro é que, até 2023, 216 escolas cívico-militares serão implantadas em todo o país, ou seja, 54 por ano. A escola cívico-militar será pública e há previsão de contrapartida do município.

A gestão, segundo o MEC, será dos militares, mas eles não ocuparão cargos dos profissionais da educação.

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