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Polícia diz que ainda não vai prender suspeito de morte de jovem

Delegado também descarta a possibilidade do suspeito ter agido em legítima defesa, já que Andrew não estava armado

| ACidadeON Campinas

Delegado Hamilton Caviola disse nesta quinta-feira que espera ouvir mais pessoas sobre o caso (Foto: Denny Cesare/ Código 19) 

 
A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (13) que ainda não vai pedir a prisão preventiva do suspeito de assassinar Andrew Silva Jaroczinski, morto no último final de semana, após uma discussão em um bar de Campinas. O delegado responsável pela investigação Hamilton Caviola também descartou a possibilidade do suspeito ter agido em legítima defesa, já que Andrew não estava armado. A justificativa dada pelo irmão do suspeito, que foi ouvido hoje (13), é de que ele só atacou Andrew porque o rapaz teria o agredido. O suspeito ainda será ouvido.

Segundo Caviola, o autor do crime, identificado apenas pelo primeiro nome, Osmar, será um dos últimos ouvidos pela polícia. O delegado explicou que não fez o pedido de prisão pois aguarda reunir mais provas contra o suspeito e ouvir mais versões sobre a briga.  

De acordo com Caviola, a previsão é que o autor do crime preste depoimento até a semana que vem. "A hipótese da prisão preventiva não é descartada, mas ainda não é necessária", afirmou.

O delegado colheu hoje o depoimento de Márcio, que além de ser um dos proprietários do bar Velho Casarão é irmão de Osmar. Ele afirmou que o irmão pode ter agido contra o jovem morto por retaliação. Segundo o depoimento de Márcio, ele foi agredido por Andrew, com socos e garrafadas.

Ainda de acordo com o delegado, a versão de Márcio está sendo investigada. Nas imagens das câmeras de segurança é possível ver Márcio e Andrew conversando, mas não é possível provar a agressão.   

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Ainda segundo o delegado, mesmo com a versão da agressão feita por Andrew sobre Márcio, não é possível configurar legítima defesa. "Não é possível configurar legítima defesa ao bater em uma pessoa caída no chão, cercada por dez pessoas", disse o delegado. 

Caviola informou que os funcionários do bar acreditavam que Andrew fazia parte de um grupo que estaria se reunindo para vandalizar o bar e agredir os funcionários, cercando os quarteirões do entorno. Com essa suspeita, eles decidiram "caçar" essas pessoas, com intuito de dispersar o grupo e recuperar objetos do bar que foram roubados. Segundo Caviola, Márcio ainda disse em depoimento que Osmar era "cauteloso e não era de briga".

Ao sair da delegacia Márcio disse a repórteres que foi agredido e que "na hora certa vai se pronunciar".      


 
MAIS OUVIDOS  

Até o momento, quatro pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil, sendo os dois proprietários do bar, outro jovem que foi atingido por facadas no rosto e o pai de Andrew. De acordo com o delegado responsável, é necessário ouvir todos os funcionários do bar e identificar pessoas que estavam envolvidas na briga. Caviola acredita que pelo menos mais 11 pessoas devem prestar depoimento.  

"Foram muitos envolvidos, pelo que a gente consegue ver nas imagens. São pelo menos umas dez pessoas, e muitos a gente não sabe quem são", disse Caviola.  

O delegado ainda disse que espera que com os próximos depoimentos esclareça mais a história, e vai ouvir o acusado após o depoimento de mais funcionários. Ainda serão ouvidos mais familiares de Andrew e uma terceira vítima.   
 

PROVA DO CRIME  

Segundo a Polícia Civil, "a arma do crime não foi encontrada e provavelmente não será localizada". Segundo o delegado, a versão dada pelas testemunhas é que a faca usada na agressão foi deixada na rua após o crime, e não foi encontrada mais.  

Caviola ainda disse que espera que com os próximos depoimentos haja mais informações sobre a localização do objeto, e com quem estaria.

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