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Governo antecipa vacinação de gripe por causa do coronavírus

No calendário nacional, ela estava inicialmente prevista para começar apenas em abril

| ACidadeON Campinas

Coletiva do Governo do Estado de São Paulo sobre o novo coronavírus

O Ministério da Saúde anunciou hoje (27) que vai antecipar a campanha de vacinação contra a gripe por causa do coronavírus. A nova data será no dia 23 de março. No calendário nacional, ela estava inicialmente prevista para começar apenas em abril. No ano passado, a campanha começou no dia 10 de abril.

A decisão foi divulgada na tarde desta quinta-feira pelo ministro Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na capital. A intenção é diminuir a contaminação por três tipos de vírus da gripe e evitar que a população confunda os sintomas com o coronavírus.

O Brasil teve o primeiro caso confirmado da doença na última quarta-feira (26). O paciente é um empresário de 61 anos, que esteve na Itália entre os dias 9 de 21 passados. Seis pessoas da região de Campinas tiveram contato com o paciente infectado. Cinco são parentes dele, três moram em Vinhedo (leia mais aqui) e um casal em Valinhos (leia mais aqui) e um homem de Campinas que estava no mesmo avião que ele (leia mais aqui).  

"Antecipamos a campanha, pois esta vacina (contra a gripe) dá cobertura e deixa o sistema imunológico 80% protegido contra cepas de vírus influenza, milhares de vezes mais comuns que o coronavírus", afirmou Mandetta.  

O ministro afirmou que não somente pessoas acima de 60 anos estarão no alvo da campanha.   

"Ela é uma campanha nacional e nós definimos que trabalharemos para começar no dia 23 de março. Antecipando em 23 dias a data prevista original para essa campanha", disse o ministro.  

O ministro também explicou o motivo da antecipação. "Por que fazer a campanha? Por que recomendar a vacina? Se essa vacina, ela me dá cobertura, ela deixa o sistema imunológico do indivíduo em 80% protegido contra essas cepas de influência, essas cepas virais que estão circulando que são milhares de vezes mais comuns que o coronavírus. Para um eventual profissional de saúde, um médico, na hora que um indivíduo um mês depois, se ele tem um quadro gripal, ele informar que foi vacinado, ele auxilia muito o raciocínio desse profissional para pensar na possibilidade de outras viroses, que não aquelas que são cobertas pela vacina", explicou.  
 

CASOS SUSPEITOS

A região de Campinas já teve quatro casos suspeitos de coronavírus, mas todos foram descartados: um em Americana, dois em Paulínia e um em Campinas. Os casos são considerados suspeitos quando os pacientes apresentam os sintomas (que são parecidos com os de uma gripe) e tiveram contato com as regiões de epidemia.

Na tarde desta quarta-feira (26), o Hospital de Clínicas da Unicamp notificou mais quatro casos suspeitos. Dois dos pacientes seriam um casal que esteve na Itália e outro de uma estudante de 19 anos que veio da China.

Esses casos, no entanto, ainda devem ser confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde, o que só deve acontecer nesta quinta (27).  
 
O QUE É PRECISO SABER

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (SARS-CoV-2) foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de novo coronavírus (COVID-19).

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

O novo agente do coronavírus (SARS-CoV-2) foi descoberto no fim de dezembro de 2019 após ter casos registrados na China. Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.

Como o novo coronavírus é transmitido?

As investigações sobre as formas de transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo. Qualquer pessoa que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém com sintomas respiratórios está em risco de ser exposta à infecção.

É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa.

Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

- Gotículas de saliva
- Espirro
- Tosse
- Catarro
- Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão
- Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos

Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, indicam menor de grande circulação mundial.

O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do Novo Coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informaçõesção suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

Como é feito o tratamento do novo coronavírus?


Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo:

- Uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).

- Uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias do início do quadro (qualquer sintoma independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).

Quais são os sintomas do novo coronavírus?

Os sinais e sintomas do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. No entanto, o novo coronavírus (SARS-CoV-2) ainda precisa de mais estudos e investigações para caracterizar melhor os sinais e sintomas da doença.

Os principais são sintomas conhecidos até o momento são:

- Febre
- Tosse
- Dificuldade para respirar

Como prevenir o novo coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas
- Evitar contato próximo com pessoas doentes
- Ficar em casa quando estiver doente
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo
- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência
- Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção)

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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