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Jonas diz que é contra obrigatoriedade de vacina da covid-19 em Campinas

Vacina tem sido alvo de discussões entre o governador de São Paulo e o presidente Bolsonaro

| ACidadeON Campinas

 

Declaração foi feita pelo prefeito através de uma transmissão nas redes sociais (Foto: Carlos Bassan / PMC)

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) declarou durante uma transmissão nas redes sociais na manhã de hoje (23) que é contra a obrigatoriedade da vacina contra a covid-19.  

A vacina contra a doença foi alvo de politizações e briga entre o governador de São Paulo, João Dória (PDSB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta semana.  

Por um lado, o governador citou que quando a vacina for aprovada deve obrigar a vacinação no Estado. Já Bolsonaro afirma que é contra a obrigatoriedade, e ainda voltou atrás após o Ministério da Saúde divulgar a compra de R$ 46 milhões de doses da CoronaVac. Em Campinas a CoronaVac é testada em voluntários no HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp. 

Durante a transmissão, Jonas afirmou que é contra a politização, mas que não é a favor da obrigação da vacinação nas pessoas.  

"Somos favoráveis a vacina seja ela de qualquer nacionalidade, até porque estamos em um mundo tão globalizado que as vezes uma vacina inglesa tem componentes chinês, mas em Campinas, nós somos contra a obrigatoriedade. Somos a favor da vacina, vamos recomendar, mas não cabe a obrigação" declarou, citando o direito individual como argumento.  

"Em Campinas, dentro da nossa esfera de autoridade a nossa visão é essa, até porque tem a questão do direito coletivo mas tem a questão do direito individual, e não é o caso de obrigar. Não é ter posição contra esse, ou a favor daquele, é uma posição nossa. Somos favoráveis a vacina desde que imunize as pessoas, mas contra a obrigatoriedade", ressaltou.  

Segundo o prefeito, a decisão de divulgar a opinião veio depois de conversas com o secretário de Saúde, Carmino de Souza. Durante a transmissão, o secretário também se manifestou contra a obrigação da aplicação. 

"A questão da obrigatoriedade é sempre muito difícil, porque esbarra no direito individual, da autonomia individual, e com toda experiência que temos, nenhuma vacina é obrigatória. Nós estamos em um mês de vacinação, lutando para que as pessoas venham, temos que convencer. Eu acho que ninguém hoje deixa de ter consciência que a vacina é essencial", ressaltou.   


DISCUSSÃO EXTEMPORÂNEA  

Segundo Cármino, a discussão e politização da vacina é feita fora do tempo, e ainda se tem diversos critérios a serem analisados. 

"É claro que é extemporâneo, nem temos a vacina ainda", disse em resposta ao prefeito, citando que mesmo quando haja a definição de uma vacina segura, nem toda a população terá o acesso a ela imediatamente. 

"Nós não teremos a vacina para todo mundo num primeiro momento, provavelmente vamos ter que vacinar grupos de maior vulnerabilidade em um primeiro momento. A perspectiva mundial é que se tudo caminhar bem, vamos ter um bom espectro de vacinação em 2022. Não haverá como vacinar todos no primeiro momento pra tudo, não é e não será assim", afirmou.  

De acordo com o Cármino, há uma série de protocolos a serem definidos, e a ansiedade neste caso atrapalha alguns ritos da ciência. 

"Existe uma questão de primeiro, disponibilidade da vacina, segundo qual vacina vai ser, que perfil de segurança tem, quantas doses vão ser dadas, em quem vai ser dada, qual intervalo, a questão logística, temos um longo caminho ainda [...] A ciência tem um rito, e vamos ter que respeitar isso sob pena de estragar um trabalho maravilhoso de cooperação que tem sido feito no mundo inteiro", finalizou.


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