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"Estamos preocupados" diz diretora do Devisa sobre aumento de casos de covid-19

Andrea Von Zuben disse que houve aumento de denúncias de aglomerações e já é visto aumento nos casos de contaminação

| ACidadeON Campinas

Andrea participou de divulgação sobre preparativos para a vacinação contra a covid-19 nesta semana  (Foto: Divulgação)
Após o registro de aglomerações no fim de ano e nas festas de comemorações, e o aumento de casos vistos no último mês, a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) de Campinas, Andrea Von Zuben afirma que há grande preocupação da Saúde em relação ao aumento de casos neste primeiro mês do ano.

Segundo Andrea, o resultado das festas e dos desrespeitos às medidas de recomendação da Saúde ainda devem ser vistos neste e no próximo mês. Até hoje (9), Campinas soma 52.787 casos de covid-19, com 1.505 mortes, e tem 79,65% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ocupados, sendo que no SUS (Sistema Único de Saúde) municipal, há apenas 9 leitos livres (leia mais aqui).

"A gente tá bastante preocupado, porque estamos vendo as pessoas que parecem que cansaram, uma adesão menor às medidas de isolamento e vimos um aumento de casos importante em novembro e dezembro" afirmou.

"A tendência é que daqui uns 15 dias pode a vir um aumento de internações, que nós já vemos agora. Há um aumento pequeno, mas ele já está acontecendo. Se a perspectiva for correta e a população continuar se aglomerando podemos sim ter no final deste mês e no início de fevereiro um aumento considerável de casos de covid" acrescentou.

A pedido do ACidadeON, o órgão divulgou o registro de casos de covid-19 na cidade por mês de ocorrência. Após quedas em agosto, setembro e outubro, os casos voltaram a subir acentualmente em novembro e dezembro. Em dezembro, o balanço do Devisa ainda não está fechado, sendo que casos do mês passado ainda são confirmados neste mês.

Veja o gráfico abaixo:

Casos de covid-19 mês a mês em 2020 (Fonte: Devisa)

AUMENTO E FISCALIZAÇÃO

O aumento de casos, segundo a diretora do Devisa, se deve principalmente à contaminação de jovens, que têm sido vista com mais força recentemente. Segundo ela, são o grupo que mais desrespeita o isolamento, e acaba se contaminando em aglomerações e levando a doença a familiares.

"Estamos vendo o aumento principalmente em jovens, que na sua grande maioria tem casos gripais, mas é a pessoa que sai, aglomera, vai em festa, volta para a casa e acaba convivendo com mais outras pessoas. Era para fazer um isolamento de 14 dias, que é a praxe, mas a gente vê que isso não é uma realidade", disse.

Segundo Andrea, houve nos últimos meses aumento no número de denúncias recebidas e de fiscalizações promovidas pelo Devisa, sendo que no começo da pandemia eram realizadas em torno de 100 fiscalizações por mês, número que triplicou nos últimos meses.

Para ela, além de mostrar desrespeito, as ocorrências prejudicam quem segue as recomendações e torce para tudo voltar logo ao normal.

"A irresponsabilidade prejudica quem faz certo. Porque se continuar assim, pode ser que seja preciso uma ação mais forte, e não é impossível um regresso. A gente está num misto que tem que ter poder publico aliado com responsabilidade de cada um " declarou.

Ontem (7) o governo endureceu as regras do Plano São Paulo, mas ainda manteve a região de Campinas na fase amarela. Uma nova reclassificação de fase será feita no dia 4 de fevereiro (leia mais aqui).

ENQUANTO A VACINA NÃO VEM...

Apesar de nesta semana o governo de São Paulo junto com o Instituto Butantan anunciar a eficácia da Coronavac, pedindo o uso emergencial, a diretora do Devisa relembra que a vacinação ainda não começou e distanciamento social ainda tem que ser seguido, para evitar um novo boom" de casos.

"Não tem vacina ainda, é uma doença que não tem tratamento e não mudou nada. Isso que preocupa, é aquela história que de nós cansamos do vírus mas ele não cansou da gente. Vemos tendência de aumento e se continuar assim até a vacina chegar a tendência é aumentar os casos, tem sazonalidade que vem por ai e se tudo ficar como está pode ter aumento ainda maior em junho e julho" disse.

Apesar das ressalvas por não saber ainda quando a vacinação deve começar na cidade, a diretora do Devisa afirma que o órgão se prepara nestes meses para a chegada da vacina seja ela qual for.

"Temos bastante esperança na chegada da vacina, e faremos um apelo muito grande pra que as pessoas se vacinem, acho que é a grande vitória da ciência e as pessoas têm que valorizar. Estamos preparando a campanha e com muita expectativa, temos bastante segurança nas vacinas" complementou.



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