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PM prende mãe acusada de agredir e abandonar filha de 3 anos em Campinas

Menina tem ferimentos nos olhos e foi levada para UPA São José; suspeita da polícia é que ela era agredida com cabo de vassoura ou escova de cabelo

| ACidadeON Campinas -

 

PM foi acionada após denúncia de vizinhos (Foto: Divulgação PM)

Uma mulher de 24 anos foi presa em flagrante na tarde desta quarta-feira (5) acusada de agredir a filha de 3 anos e também abandoná-la na residência onde moram juntas, no bairro Jardim Baroneza, em Campinas. Segundo a PM (Polícia Militar), a menina foi encontrada com ferimentos nos olhos e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do São José. O estado dela seria grave, com várias lesões na cabeça.

De acordo com o capitão Pereira, após o flagrante a perícia foi acionada por conta do sangue encontrado no chão da casa. A suspeita é que a mulher tenha usado um pedaço de pau ou um cabo de vassoura para agredir a criança. O caso foi denunciado por vizinhos do entorno, que acionaram a polícia por meio do telefone 190.

"Segundo relatos de vizinhos, (a agressão) pode ter sido a pauladas, já que tem pedaços de cabo de vassoura na casa. Outros objetos quebrados também podem ter sido usados, como uma escova de cabelo que encontramos", disse o policial. Ao chegar na casa hoje, uma edícula, o proprietário do imóvel cedeu as chaves para a polícia fazer a vistoria e a menina foi encontrada.
 
"A criança estava lá (sozinha), com vários hematomas, especialmente na região dos olhos, e chorando. Estava assustada também. Acionamos o Resgate e ela foi socorrida", disse o capitão. A PM informou ainda que fez buscas em terminais e pontos de ônibus à procura da mãe, mas cerca de 15 minutos depois ela voltou para a residência. 
 
"Ela alegou que foi ao Centro da cidade e retornaria depois para pegar a criança. Diante do contexto do abandono e também das agressões, a mãe foi presa em flagrante", afirmou. À polícia, a mulher não admitiu as agressões e não soube explicar o sangue no chão da casa. "Ela falou ainda que é necessário deixar a filha sozinha para fazer os trabalhos dela e que é um a situação corriqueira", disse o capitão.

A PM afirmou ainda que os vizinhos relataram que a criança não sai para brincar com as outras do entorno e que a escola onde ela frequenta tem dificuldade em entrar em contato com a mãe. O caso foi apresentado na 2ªDDM (Delegacia de Defesa a Mulher) de Campinas. A mulher vai responder por maus-tratos e abandono de incapaz. Ela não tinha passagem policial anterior. 


OUTROS CASOS

Somente neste ano, outros dois casos chamaram a atenção em Campinas. O primeiro ocorreu no dia 29 de janeiro, quando um menino de 11 anos foi encontrado acorrentado a um barril no Jardim Itatiaia. Ele foi encontrado nu, com fome e com sede. Segundo a Polícia Civil, a criança estava acorrentada na área externa da casa havia um mês.

O pai, um auxiliar de serviços gerais de 31 anos, sua mulher, uma faxineira, de 39, e a filha dela, uma vendedora de 22 anos, foram presos em flagrantes e estão em penitenciárias de Tremembé. Após a repercussão nacional do caso, a Justiça de Campinas acolheu a denúncia do MP de tortura do pai e omissão das mulheres. A criança de 11 anos segue em um abrigo.

Outro episódio de violência contra crianças ocorreu no dia 16 de abril, quando o padrasto de um menino de quatro anos começou a ser investigado por lesão corporal e violência doméstica no Jardim Itaguaçu, também em Campinas. A criança tinha arranhões no corpo e pescoço. Ele e a mãe foram acolhidos em um abrigo municipal e não precisaram de acompanhamento médico.

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