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Funcionários denunciam superlotação de ala no Mário Gatti, em Campinas

Sala com capacidade de 10 pessoas era ocupada por 24 pacientes; funcionários contam que problema persiste há dias

| ACidadeON Campinas -

Pacientes esperavam em macas, sem espaço para locomoção (Foto: Divulgação)
Funcionários do Hospital Mário Gatti, em Campinas, denunciaram uma superlotação na ala vermelha da unidade durante o final de semana. Neste domingo (9), o número de pacientes aguardando transferência no local ultrapassou o dobro da capacidade. Para a diretoria do hospital, a alta está relacionada à fase de transição e o relaxamento das restrições na cidade.

A sala vermelha é o local onde pacientes não contaminados pela covid-19 são recebidos, entre eles vítimas de acidentes, infartos, entre outros. Segundo informou um dos enfermeiros da unidade à EPTV Campinas, haviam 24 pacientes esperando por transferência na ala ontem, sendo que a capacidade é de 10 pessoas. Hoje, o número era de 23 pessoas na ala.

Até conseguirem a transferência para os leitos de enfermaria e UTI (Unidade de Terapia Intensiva), os enfermos tiveram que esperar em macas. 

"Não tem espaço nem para andar direito ou andar com a maca. Não tem como a gente trabalhar nessa situação e dar assistência de qualidade aos pacientes", relatou um dos funcionários. 

Ainda de acordo com o funcionário, o problema persiste há dias e, até esse final de semana, nenhuma providência havia sido tomada. "A gente está trabalhando sufocado, sob pressão, e já faz dias já. Não é pouco tempo não. E quem acaba sofrendo são os pacientes, que ficam acumulados como um depósito de gente", acrescentou. 

Os funcionários relatam ainda que, mesmo sabendo da superlotação, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) continua encaminhando os pacientes pelo "vaga zero". Isso porque não há outra porta disponível para o encaminhamento. O excesso de utilização de vaga zero indica uma demanda superior à capacidade . 


OUTRO LADO
 
Segundo o diretor do hospital, Dr. Carlos Arca, o aumento da demanda se deve à flexibilização das medidas contra o coronavírus.    

"Com o retorno das atividades, o movimento voltou a aumentar. Ou seja, acidentes automobilísticos, pacientes de motocicleta e outros fatos. Então, na sala de urgência da área não-covid, que até o começo desse ano ficou mais ou menos tranquila, houve, novamente, um aumento muito grande de ocupação. Hoje, ela está realmente sobrecarregada. Há uma grande lotação de pacientes", disse.

Procurada para comentar sobre a superlotação, a rede Mário Gatti disse que já começou uma desmobilização de leitos de UTI destinados aos pacientes com covid, para receber pacientes com outras doenças e acidentados. 

A previsão, segundo a rede, é que na próxima semana 10 leitos entrem em operação no Hospital Ouro Verde e, em duas semanas, outros 14 no Hospital Mário Gatti. A rede reforça que, mesmo com a sala vermelha cheia, os pacientes são assistidos e aguardam a liberação de leitos pra serem internados. 



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