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Paralisação de médicos do INSS afeta perícias médicas na região

O movimento acontece no dia em que completa uma semana da greve parcial iniciada pelos servidores do INSS

| ACidadeON Campinas -

 

Durante a manhã pessoas que tinham perícias agendadas buscavam informação na agência do Centro (Foto: Giuliano Tamura/EPTV)


Médicos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) iniciaram um movimento de paralisação nesta quarta-feira (30), com adesão em Campinas e região. O movimento acontece no dia em que completa uma semana da greve parcial iniciada pelos servidores do INSS. Ainda não há previsão de término da paralisação.

Tanto médicos como servidores reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial, entre outras questões. Em Campinas, a média é de 150 perícias realizadas por dia, de acordo com os servidores. 

Segundo o Sinsprev (Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social no Estado de São Paulo) a paralisação por enquanto é parcial.   

EM CAMPINAS

Em Campinas, aproximadamente 15 médicos peritos atuam na unidade do Centro de Campinas. Durante a manhã, havia quatro médicos atendendo os beneficiários, e a previsão era de que apenas um médico atenda no período da tarde.  

Localizada na Avenida Barreto Leme, a unidade é a única que realiza perícias médicas na cidade. A outra unidade que fica na Avenida das Amoreiras, no bairro Chácaras Campos Elíseos, está fechada desde o início da greve, e lá não são feitas as perícias. 

Vale lembrar que no começo do ano médicos peritos fizeram uma paralisação nacional, que também afetou atendimentos na região. Pessoas que tinham perícias agendadas tiveram de remarcar os exames.   

Na região, agências de Americana, Sumaré e Santa Bárbara d'Oeste tiveram adesão total a greve (veja balanço abaixo).

SEM PERÍCIA

Durante a manhã, muitos beneficiários que foram até a agência do Centro de Campinas para realizar a perícia perderam a viagem. Segundo eles, a informação é que as perícias agora estão sendo reagendadas a partir de meados de maio.    

O programador Leonardo Lopes é um dos que tinham perícia médica agendada para hoje, mas foram orientados a fazer o reagendamento. Ele conta que quebrou o pulso em dezembro, e desde então está sem trabalhar e sem receber nenhum tipo de auxílio.

"Me pegou totalmente de surpresa, vim contanto já com o beneício, após remarcação, esai totalmente chateado e ferido moralmente", contou.  

A auxiliar de serviços gerais Lúcia Martins conta que a perícia agendada para fevereiro tinha sido remarcada para hoje, mas por causa da paralisação vai ter que voltar agora somente em maio.

"Preciso trabalhar e como faz? Pago aluguel, e não recebo nada, achei que hoje ia passar e ia ter uma solução", relatou.

ADESÃO DE PERÍTOS NA REGIÃO:  

Campinas - adesão parcial
Americana - adesão total
Sumaré - adesão total
Indaiatuba - adesão parcial
Santa Bárbara d'Oeste - adesão total 

PARALISAÇÃO 

A greve dos servidores começou na última quarta-feira (23). Houve fechamento da unidade da Avenida das Amoreiras, em Campinas, além da agência de Hortolândia. 

Também parcial, o movimento vem ganhando força com a adesão de mais servidores a cada dia. 

Na região, servidores de Sumaré, Americana, Indaiatuba e Valinhos aderem ao movimento. Até então, no entanto, as perícias médicas a alguns atendimentos eram mantidas. 

REINVIDICAÇÕES 

Entre as principais reivindicações dos peritos está a fixação do número máximo de 12 atendimentos presenciais como meta diária, além da recomposição salarial de 19,99% para repor perdas de 2019 a 2022. 

No ofício encaminhado ao Ministério do Trabalho e Previdência, a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais cita "a omissão no cumprimento de promessas feitas à categoria, situação degradante de carreira, extrema insatisfação e revolta da categoria, frustração das negociações e postura inerte do governo federal em relação aos pleitos da categoria". 

O INSS é procurado pela reportagem desde o início das paralisações, mas não se manifestou até agora.

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