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APP usa reconhecimento facial para localizar pets perdidos

O APP é colaborativo e para participar é preciso se cadastrar. Ele é inspirado no Instagram (rede social de fotos)

| ACidadeON/Campinas

Divulgação
Aplicativo será testado em Vinhedo no mês de agosto

Vinhedo vai testar a partir de agosto um aplicativo que promete localizar cães e gatos perdidos. O aplicativo chamado Crowdpet faz o reconhecimento do animal com uma prescisão de 90% por meio de identificação facial e corporal. O APP é colaborativo e para participar é preciso se cadastrar. Ele é inspirado no Instagram (rede social de fotos) e vai servir também para iniciar um senso de animais da cidade, além de ajudar com adoção de animais de rua. Estima-se que atualmente o município tenha entre 7 e 8 mil animais em situação de maus tratos e rua.

Para participar é preciso se cadastrar no APP e fazer fotos do animal. No cadastro é colocado o nome do proprietário e o endereço do animal. Mesmo os pets parecidos - da mesma raça por exemplo -, o aplicativo saberá identificar e reconhecer as diferenças. "Quanto mais fotos do animal forem postadas, mais fácil ficará para o sistema identificá-lo", explicou Fábio Piva, um dos criadores do projeto.

A foto tirada do pet aparece apenas para o usuário e os amigos também cadastrados no aplicativo. Os animais de rua também poderão estar no aplicatvo. "Se um usuário fazer foto de um cão na rua, perdido por exemplo, o aplicativo vai buscar no banco de dados o cadastro daquele animal, se ele existir. Com isso, o dono é avisado no mesmo momento em que o cão for registrado como perdido. Ele avisa a localidade do animal. Isso agiliza bastante a busca dos pets", explicou. Se o cão não for cadastrado ele entra no perfil de animais em situação de rua e que necessitam de adoção.

Só quem passou sabe a angústia que é perder um animal de estimação. E o tempo para localizar é fundamental para que esse reencontro aconteça. "Hoje ficamos muito na dependência do Facebook e isso leva tempo. Esse aplicativo vai ajudar muito, além de dar oportunidade de outras ações", afirmou a protetora Alessandra Fontanesi da ONG Sopravi. Ela explicou que a localização por meio de microchip que atualmente é utilizado acaba sendo custosa e sem retorno. "Nem todo mundo leva um animal perdido para o chip ser lido, então estamos em busca de novidades que possam ter retorno mais acertivo e com custo baixo", explicou.

A primeira área a ter acesso ao aplicativo será um condomínio da cidade onde há dezenas de cães e gatos. "Vamos começar a testar no condomínio Estância Marambaia, que possui 1,1 mil residências, para ver as necessidades. Após isso vamos abrir para todos os moradores. A intenção é que todas as pessoas com animais participem desse cadastro", defendeu Piva. Os testes também irão acontecer no Centro de Zoonoses da cidade. Nesses locais, haverá cadastro de animais para ver como o sistema opera e, a partir daí, corrigir falhas, caso elas ocorram.

O aplicativo irá funcionar primeiramente para sistemas operacionais Android. A intenção é lançá-lo no mercado como um todo até o fim do ano. O projeto é desenvolvido com financiamento da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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