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cotidiano

Mercado de trabalho para alta gerência em junho

A mão-de-obra especializada já começa a faltar

| Especial para ACidade ON -

Adilson Mirante. (Foto: Divulgação)


A mão-de-obra especializada já começa a faltar. Os números de emprego com carteira assinada registraram perto de 1 milhão de novas admissões entre janeiro e junho, o que mostra uma tendência forte de mais de 2 milhões de novas vagas este ano. Deveremos fechar 2022 com taxa de desemprego de 1 dígito.  

O setor de varejo vem surpreendendo e as indústrias estão contratando, mas o grande alavancador de novas admissões no primeiro semestre tem sido o segmento de serviços, logística e o industrial. Estes três voltaram a contratar graças ao retorno das atividades, chegando próximo à normalidade existente anterior à covid.  

Os shoppings vêm batendo recorde de vendas e os investimentos em novas empresas, fábricas, suprimentos e logística geram muitas contratações de cargos estratégicos.  

Os combustíveis em alta, os juros altos e a selic ainda subindo trazem um freio para produtos semiduráveis como os eletrodomésticos, mas impulsionam serviços de eventos e negócios, roupas e cosméticos e serviços pessoais.  

A demanda por contratações de cargos gerenciais de primeira linha voltou forte e cargos de diretoria fecharam maio com crescimento de 35%. Cargos de CEOs também cresceram na faixa de 10%, principalmente em serviços financeiros, logística, bens de consumo e embalagens, agronegócio, equipamentos de energia e bens de capital, químico petroquímico e veículos pesados.  

Já estão faltando profissionais de primeira linha com currículo impecável para várias regiões do país, principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.  

Aguardemos o fechamento do segundo quadrimestre e teremos um sinal mais claro da tendência do segundo semestre e de todo o ano corrente.

Adilson Mirante - é psicólogo organizacional, formado pela PUC Campinas, com carreira em gerência e diretoria de RH de multinacionais como Danone, Citrossuco, Globo Cochrane e Stream International. Tornou-se diretor de RH aos 28 anos. Montou políticas e estruturas de RH em nove plantas novas e startups de fábricas e estruturas corporativas. É especialista em gestão estratégica de RH, negociações sindicais, desenvolvimento gerencial, mentoring e aconselhamento de carreira. Aos 39 anos montou uma empresa de recolocação, a Porto Aranha & Mirante, que viria a se transformar numa das maiores empresas de recolocação do país, sob a marca Korum. É presidente e fundador da M1 Alta Gerência.

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