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Alesp aprova feriado estadual na próxima segunda-feira

O texto foi aprovado sem votar as emendas. A sessão foi paralisada às 4h por falta de quórum.

| ACidadeON Campinas

Movimentação na área central de Campinas. (Foto: Denny Cesare/Código 19)

A Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) aprovou um projeto de lei que antecipa o feriado de 9 de julho (Revolução Constitucionalista) para a próxima segunda-feira (25) em todas as cidades do Estado. A medida é uma tentativa do governo de ampliar o isolamento social no Estado, que concentra a maioria dos casos confirmados e mortes pela covid-19 e se transformou no epicentro do vírus no país.

O texto foi aprovado sem votar as emendas. A sessão foi paralisada às 4h por falta de quórum. Uma sessão extraordinária foi convocada para esta sexta-feira, às 10h, para continuar o debate do projeto.

Somando a nova norma às antecipações já aprovadas pela Câmara de Campinas e que deve ser publicada hoje (22) no Diário Oficial, Campinas terá o feriadão de cinco dias que começa neste sábado e se estende até a próxima quarta-feira (27).   
 
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A VOTAÇÃO

47 deputados votaram a favor da medida, e 5 foram contrários, em quatro sessões extraordinárias em quase 14 horas de debates. A antecipação do feriado de 9 de julho precisa de sanção do governador João Doria (PSDB), mas a tendência é que ele aprove a medida.

O projeto tramitou com urgência, e começou a ser votado dois dias após ser apresentado pelo governo. O debate que precedeu a votação foi marcado por defesas e ataques ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e ao isolamento social. Os deputados bolsonaristas discursaram e se posicionaram contra a antecipação do feriado.

O deputado Gil Diniz (PSL), conhecido como "carteiro reaça" e que engrossa as fileiras dos apoiadores do presidente na Alesp chamou o projeto de Doria "improvisado" e um "desrespeito ao Parlamento". Outros deputados endossaram as críticas, mesmo os que apoiavam a medida, por entender que o governo poderia ter enviado a proposta antes.

Correligionário de Diniz, o deputado Frederico D'Avila foi um dos que se posicionaram de forma contrária à antecipação do feriado. "Pior do que o que está acontecendo é manter as pessoas em casa, e fazendo esse contágio através de uma sonda: aquela pessoa que sai de casa para ir à farmácia, para o mercado, e quando volta contamina os outros", disse.

Deputados progressistas e a parte da direita que sustenta o governo João Doria foram favoráveis ao projeto, mas afirmaram que a medida é "paliativa" e não trata os problemas decorrentes da pandemia com a devida profundidade. Primeira deputada a falar na sessão de hoje, Mônica Seixas (PSOL) afirmou que antecipar o feriado "é melhor que nada", e citou medidas restritivas mais radicais para conter a pandemia.

"O isolamento vai demorar, a quarentena vai demorar, a capital está vivendo quase um colapso na saúde. Não existe hospital vazio. Os pobres estão saindo para trabalhar porque precisam. Enquanto isso, o bolsonarismo sequestra o pequeno comerciante porque o governo de São Paulo não dá resposta de como ele vai pagar suas contas", disse Seixas. (Com informações da Folhapress)

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