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Com lotação na UTI, Campinas terá fase vermelha das 21h às 5h

Cidade suspenderá todas as atividades não essenciais devido a aumento de casos e pressão na rede de saúde; bares fecharão entre 20h às 5h a partir desta terça-feira (23)

| ACidadeON Campinas

Novas medidas valem a partir desta terça-feira (Foto: Denny Cesare/Código19) 

Após a lotação máxima da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para covid-19 em Campinas, a Prefeitura anunciou nesta segunda-feira (22) uma fase vermelha municipal a partir de amanhã, entre às 21h e 5h da manhã - incluindo aos finais de semana. Com isso, só poderão funcionar serviços essenciais durante o período devido ao aumento de casos de coronavírus e a pressão na rede de saúde.

A medida também prevê o fechamento de bares das 20h às 5h. Ficarão abertos apenas os serviços essenciais - sendo eles hospitais, supermercados e farmácias. Além disso, foram mantidas as orientações de evitar aglomerações com mais de 10 pessoas, não permanecer mais de 15 minutos em locais com grupos de pessoas (acima de 10), evitar compartilhar ambiente e contato físico. É ainda obrigatório o uso de máscara de proteção. 
 
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"É importante que tenhamos um olhar de preservar a vida. Chegamos a lotação 100% dos leitos de UTI e estamos apresentando uma ampliação. Mas os dados da Vigilância são dados que exigem uma postura mais firme para enfrentar a pandemia. (...) Não quero ninguém morrendo em Campinas por falta de UTI", disse o prefeito Dário Saadi (Republicanos) em live oficial.

Atualmente, Campinas está oficialmente na fase amarela do Plano São Paulo. A última reclassificação do governo estadual ocorreu na sexta-feira (19). No entanto, a decisão municipal se sobreporá essa classificação.

"A segunda onda parece mais agressiva, transmite mais fácil. Isso têm se demonstrado pelos dados estatísticos. Tudo isso fez com que a Prefeitura de Campinas tomasse essa decisão buscando preservar as vidas", disse o prefeito. A nova medida restritiva deve ser publicada no Diário Oficial de amanhã com validade até o dia 1º de março. 

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DEVISA


Segundo a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), Andrea von Zuben, a classificação estadual leva em consideração os índices de covid-19 na DRS (Departamento Regional de Saúde) 7. "Apesar disso, precisamos olhar pro município. Nossa ideia é não acelerar a curva, chegando no mesmo número que vivemos em julho e agosto (auge da pandemia)", disse ela.

Andrea explicou que, quanto mais casos de covid tivermos, mais casos graves também serão notificados. "10% de todos os casos evoluem para casos graves e precisam de leitos. Pensando na população de Campinas e também em quem vem trabalhar e estudar, corremos um risco muito grande. Nos óbitos também, se continuarmos assim, vamos passar o número de julho", disse. Vale lembrar que o recorde de mortes anunciadas em um dia foi dia 14 de julho, com 26 mortes. No dia, as comemorações de aniversário da cidade foram suspensas.

ARARAQUARA

O Devisa também afirmou que, diferente de Araraquara, ainda não existe a consolidação de aumento de casos como no município, onde existe um lockdown desde esta segunda-feira devido a situação epidemiológica na cidade. No entanto, existe uma tendência de alta. "Por isso vamos tomar decisões antes, para isso não acontecer aqui", disse Andrea.

Em Araraquara, a cidade também tem 100% de ocupação de leitos de covid. A quarentena mais severa terá um total de 60 horas de restrições, como a circulação de carros e pessoas na cidade, excluindo trabalho ou atendimento médico, além de compra de medicamentos. O descumprimento gera multas de R$ 120 (pessoa física) e R$ 6 mil (empresas).


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