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Unicamp terá centro de estudo para auxiliar diagnóstico de autismo

O projeto será instalado em um prédio ao lado do HC e será administrado pela Faculdade de Ciências Médicas. A ideia é também criar cursos presenciais ou a distância para capacitar pessoas

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Lançamento do novo centro será divulgado em simpósio que acontece desde segunda-feira sobre o tema. Foto: Edimilson Montalti/FCM Unicamp

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) terá no próximo um ano um centro de estudos para capacitar pais, professores e profissionais da rede de Saúde a diagnosticar o autismo em crianças. A ideia é criar cursos presenciais ou a distância para capacitar pessoas no rastreio da doença na cidade e região.

O projeto "Atenção em Transtornos do Espectro do Autismo" será lançado nesta sexta-feira (5) na Câmara de Campinas, às 14h. Na cidade, estima-se que cerca de 10 mil pessoas sejam autistas ou estejam em algum espectro da doença. No Brasil, a estimativa de 2 milhões de autistas.

O programa será instalado em um prédio de 350 m², ao lado do HC (Hospital de Clínicas). Ele será administrado pela FCM (Faculdade de Ciências Médicas), junto com uma equipe da faculdade, incluindo diversas especialidades, entre elas psiquiatria.  
 
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O valor inicial para o projeto é de R$ 1,75 milhão, que vieram de emendas parlamentares, entre elas do deputado federal Paulo Freire (PR) e estadual Valéria Bolsonaro (PSL).

DEMANDA REPRIMIDA

Além das 10 mil pessoas com autismo em Campinas, a Unicamp estima que somadas as regiões metropolitanas próximas ao município campineiro, esse número atinge 30 mil casos. Por isso, a necessidade de criar o programa de referência para o cuidado e capacitação de diagnóstico precoce.

A psiquiatria e coordenadora do projeto, Renata Azevedo, explica que o principal foco é a capacitação de pessoas para fazer o rastreio e cuidar dessas pessoas. "Queremos disseminar o número de pessoas habilitadas a fazer o diagnóstico. As crianças demoram a ser diagnosticadas e perdem essa janela", disse.

Além da demora, a psiquiatra ainda aponta que, quando diagnosticada, a criança fica concentrada em uma única unidade de saúde que tem o tratamento adequado. Às vezes, pode não ser no município onde reside. "E isso prejudica, pois o tratamento acaba sendo menos frequente, o pai ou a mãe não conseguem trabalhar. Isso afeta o ambiente escolar. Então, é difícil exigir uma inclusão adequada se as pessoas não estão capacitadas", disse. 
  
Nesta semana a Unicamp sedia o Simpósio Transtornos do Espectro do Autismo, pelo Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria (DPMP) Faculdade de Ciências Médicas (FCM), que termina hoje no Centro de Convenções da Unicamp.

O AUTISMO

O TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por déficits marcantes na comunicação e interação social e padrões restritos ou repetitivos de comportamentos ou atividades.

Os autistas, em geral, têm dificuldades para estabelecer conversas e compartilhar emoções; pouca flexibilidade para mudanças de rotina; interesses limitados, problemas na percepção sensorial do ambiente e estereotipias.

COMO VER OS SINAIS

A psiquiatra da Unicamp Renata Azevedo fala que os pais são os "primeiros e melhores observadores", seguidos do pediatra da criança. "É preciso acompanhar a criança e ver se ela atinge uma série de marcos para a idade. A dificuldade na fala, não só a verbal, é um alerta", diz.

Ela explica que a falta de intenção comunicativa de apontar e mostrar o que quer e de sustentar o olhar (mesmo com a mãe) são indícios que podem e devem fazer com que os pais busquem ajude médica.

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