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Mercado imobiliário começa a se recuperar em Campinas

A cidade registrou alta de 12,86% nessas operações entre junho de 2018 a junho de 2019, em relação ao mesmo período anterior; É a maior alta do Estado

| ACidadeON Campinas

Setor de venda de imóveis volta a crescer. Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas

Após anos em crise, a compra e venda de imóveis em Campinas começa a se recuperar. A cidade registrou alta de 12,86% nessas operações entre junho de 2018 a junho de 2019, em relação ao mesmo período anterior. É a maior alta do Estado, segundo os Indicadores de Registro Imobiliário, divulgados pela Arisp (Associação dos Registradores de Imóveis de São Paulo), em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). 

A média de crescimento estadual foi de 1,55%, e a capital teve aumento de 2,33% nessas operações, segundo os registros em cartório. Depois de Campinas, a região do Vale do Paraíba (7,69%) e Itapetininga (6,80%) foram os segundo e terceiro colocados no ranking. Já as maiores baixas ocorreram em Marília (-17,05%), litoral Sul (-15,87%) e Piracicaba (-5,36%). 

O presidente da Habicamp (Associação Regional de Habitação de Campinas) Francisco de Oliveira Lima Filho, explicou que, depois da longa crise do setor imobiliário e da construção civil em Campinas, era esperada uma melhora neste ano. "Esse é o momento, as coisas boas estão acontecendo na cidade e elas tendem a crescer cada vez mais. Antes estava tudo parado, e agora muitos lançamentos acabaram saindo na mesma época", explicou. Lima é otimista em relação ao volume de vendas futuro. "Acreditamos que a alta deve continuar", completou. 

Entre as imobiliárias da cidade, o clima também é de otimismo. O perfil do imóvel mais vendido, de acordo com o gerente comercial da corretora Provectum, Renato Costa, é para a classe média da cidade, com um valor entre R$ 400 mil e R$ 450 mil. "Acredito que algumas mudanças, como o lançamento do crédito imobiliário da Caixa atrelado ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), contribuíram para aquecer o setor. A Caixa deve lançar uma outra linha de crédito com valores menores que vai movimentar ainda mais o mercado", explicou.  

PESQUISA 

A pesquisa computou 575.043 operações de compra e venda de imóveis nos últimos 12 meses até junho de 2019. O levantamento separou os dados em 17 cidades e regiões. Em sete delas, as compras e vendas aumentaram, enquanto em dez, caíram. 

O montante de transações estaduais é 16,2% maior do que no acumulado até a metade de 2016, quando o setor atingiu o nível de atividade mais baixo da série, com 494.853 transações, em meio à crise econômica nacional.   

No entanto, ainda está 32,6% abaixo do ponto mais alto da série, na metade de 2012, com 631.899 transações, auge do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.   

Os dados englobam números de 317 cartórios e 645 municípios paulistas, além de todos os tipos de imóveis (casas, apartamentos, terrenos, salas comerciais, lojas, galpões e fazendas) novos e usados. 

Outra boa notícia para o setor é a queda estadual na quantidade de imóveis retomados pelos bancos por falta de pagamento dos mutuários. Foram 7.840 nos últimos 12 meses até junho de 2019, 7,3% menos do que os 8.459 nos últimos 12 meses até junho de 2018.

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