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Jogadores da Ponte deixam CT sem treinar por atraso de salário

Protesto ocorreu no Centro de Treinamento no Jardim Eulina; além de salário, Ponte deve férias e décimo terceiro

| ACidadeON Campinas

Jogadores se reuniram para discutir situação (Foto: Reprodução/EPTV Campinas) 

Os jogadores da Ponte Preta deixaram o CT (Centro de Treinamento) do time, no Jardim Eulina, sem treinar nesta quarta-feira (13) em protesto ao atraso de salário e outros débitos com o clube. A reapresentação estava marcada para a manhã de hoje, mas não ocorreu.

O time se reuniu no estacionamento do CT e decidiu não treinar por conta da situação. Além do último salário de dezembro, que não caiu no dia 11 de janeiro, a Ponte deve três meses de direito de imagem, férias e décimo terceiro para os jogadores.

O time também tem premiações atrasadas e nove de dez parcelas do acordo firmado durante a paralisação pela redução dos vencimentos.

Entre os jogadores, a dívida não é igual e há valores devidos também para a comissão técnica e funcionários. Após a conversa realizada nesta quarta-feira, surgiu uma nova proposta de acordo com a diretoria, levada pelo grupo ao técnico Fábio Moreno e ao executivo de futebol Alex Brasil.  

O PRESIDENTE

Sobre o caso, o presidente Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, se posicionou e disse que não considerava aquilo uma "greve". "Não consideramos que estamos diante de uma greve, de uma rebelião ou de um motim. De forma legítima, os atletas estão buscando a melhor forma de encontrar uma solução do passivo trabalhista que temos com atletas e funcionários. Estamos fazendo todos os esforços para resolver".

Ainda segundo ele, a Ponte cumpriu os pagamentos no ano passado, inclusive pagando salários antecipados. "Foi a primeira vez em 12 meses que estamos com atraso de quatro dias no salário da CLT. Quero focar na solução, tem toda uma mobilização, um esforço. Hoje os jogadores apresentaram uma proposta para tentar construir um acordo".

Ele falou ainda que o time tem um jogo decisivo, contra o Náutico, no domingo (17) e que "o campo está oferecendo essa oportunidade de novo". "Precisamos convencer os jogadores disso e, fora das quatro linhas, cabe à diretoria a responsabilidade de buscar a solução o mais rápido possível. Não estamos de braços cruzados fingindo que o problema não existe", disse.


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