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Especial Névio Archibald

Secretário diz que WhatsApp ajudaria a resolver crise no SUS

Carmino de Souza afirmou que fica sabendo de fechamentos de leitos do SUS pela imprensa

| Especial para ACidade ON

O secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza (Foto: Divulgação) 

Em meio a crise na saúde de Campinas com a crônica falta de leitos, o secretário de Saúde, Carmino de Souza, disse nesta quarta-feira (8) que o WhatsApp poderia ajudar a resolver a situação.  "Não acharia ruim receber uma mensagem de WhatsApp", disse ele, referindo ao fechamento de leitos do SUS pelo Hospital PUC-Campinas (na última sexta) e do Caism, da Unicamp, nesta segunda. "Muitas vezes, fico sabendo pela imprensa antes de ser comunicado", afirmou.

Carmino fez as declarações em evento convocado pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) para a assinatura do decreto permanente que impede que hospitais que atendem pacientes do SUS fechem as portas por superlotação. Caso fechem, haverá punições que varia do corte de repasses a hospitais conveniados à multa de até R$ 260 mil a hospitais não conveniados.

"O decreto não foi feito para atender a conjuntura desta semana. Mas para estabelecer um modo de trabalho entre nós e a sociedade. O SUS não é só o sistema público. Envolve nossos parceiros e as entidades privadas. A ideia é que a gente possa esgotar nossos recursos de negociação antes de tomar uma medida extrema, que é muito ruim", disse Carmino.

ÔNUS POLÍTICO

Para o secretário, quem fecha o serviço também perde. "É muito ruim. Quem fecha leito sabe que vai reabrir. No Celso Pierro (Hospital PUC-Campinas), fechou só dois dias, mas será que se a gente não tivesse conversado antes, precisaria ter fechado?", questionou ele.  

Ele afirmou ainda que o hospital não o procurou antes e que apenas comunicou que suspenderia o atendimento.  Nesta semana, tanto o hospital da PUC-Campinas e o Caism, da Unicamp, fecharam as portas ao atendimento. "Há um ônus político. Quem faz isso, na verdade não quer fazer", disse. O procedimento, segundo a Prefeitura, é que entrar em contato antes e trabalharem juntos para evitar o fechamento. Se for inevitável, a busca tem que ser pela solução para mitigar o problema", concluiu.

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