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Cotidiano

Hospital de Campinas abre inscrição para teste de vacina contra a covid-19

Cadastro pode ser feito por qualquer pessoa sem comorbidades e que tenha mais de 18 anos; veja na matéria como se inscrever

| ACidadeON Campinas

No mundo serão 60 mil pessoas testadas pela vacina americana. (Foto: Reprodução EPTV)

O Hospital PUC-Campinas será um dos centros de pesquisa de mais uma vacina contra o coronavírus no Brasil. Essa será a quarta tentativa de uma medicação para criar uma barreira contra o novo vírus. A vacina testada pelo hospital pertence ao grupo Johnson & Johnson e será testada em 1 mil voluntários da região de Campinas. Ao todo no Brasil serão seis mil testes. No mundo são 60 mil pessoas que participam da pesquisa que esta na fase três que mede a eficácia da vacina. 

Essa é a segunda vacina testada contra a covid-19 na região de Campinas. No mês passado o Hospital de Clinicas da Unicamp terminou os testes da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com os chineses, em 500 voluntários que trabalhavam na área da saúde (leia mais aqui).

Diferente da vacina testada pela Unicamp, a da empresa norte-americana, é dose única e está aberta para qualquer pessoa que tenha entre 18 e 59 anos e que queira se voluntariar para participar dos testes e que não tenha comorbidades graves. Gestantes ou lactantes também não podem participar. O cadastro para se voluntariar para o teste tem início hoje a partir das 13h. Clique aqui para se inscrever!

Segundo o hospital, os participantes podem ou não ter tido a doença. Eles receberão uma dose única da vacina ou um placebo (substância inativa). A determinação de quem recebe a vacina ou o placebo será feita de forma aleatória (randomizada), e nem os voluntários, nem os pesquisadores saberão quais pessoas receberam qual substância (esse tipo de estudo é chamado de duplo-cego).
 
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"O recrutamento das pessoas, será voluntário e iniciará no dia 2 de outubro por meio do formulário disponibilizado no portal do próprio hospital", afirmou o diretor do Centro de Pesquisa Clínica, Danilo Villagelin. Ele ainda afirmou que em um segundo momento haverá a vacina de grupos acima dos 60 anos. 

A vacina já foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no dia 18 de agosto e também foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde.

Está previsto chegar cerca de mil doses e a intenção é vacinar por dia 30 pessoas durante dois meses, sendo uma parte do lote disponibilizada aos profissionais de saúde, alunos e colaboradores da instituição.

Existem outras três vacinas sendo testadas em última fase (a terceira) no Brasil aprovadas pela Anvisa:

- de Oxford (inglesa);
- da Sinovac (Coronavac) (chinesa);
- da BioNTech/Pfizer (alemã/americana).

-> Formulário para participar, liberado hoje a partir das13h: https://www.hospitalpuc-campinas.com.br/pesquisas-clinicas/formulario-vac/ 
 
RESULTADO

Resultados preliminares e parciais apontam que a vacina desenvolvida pelo grupo Johnson & Johnson contra a covid-19 é segura e induziu resposta imune mesmo após uma única aplicação.

Os resultados são referentes a uma parte dos participantes das fases 1 e 2, que foram conduzidas de forma conjunta. Eles ainda não foram revisados por outros cientistas requisito necessário para publicação em revista científica.

A imunização, cujo nome oficial é Ad26.COV2.S, foi desenvolvida pela farmacêutica Janssen Pharmaceuticals, que pertence ao grupo J&J. A imunização foi a quarta a obter autorização de testes de fase 3 no Brasil, em agosto. Na semana passada, a empresa anunciou que começaria a terceira etapa em todo o mundo, com 60 mil voluntários.  

A Ad26.COV2.S é considerada uma das mais promissoras contra a doença e faz parte do programa Warp Speed, do governo americano. Entre os motivos para o otimismo em relação a esta vacina estão o fato de ela exigir a aplicação de apenas uma dose, facilidade de armazenamento e capacidade de produção em larga escala. A Janssen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, se comprometeu a produzir 1 bilhão de doses do imunizante em 2021 e a comercializa-lo a preço de custo durante a pandemia.

O fármaco é elaborado a partir de um vetor de adenovírus sorotipo 26 - o Ad26, que é um tipo de vírus da gripe comum. Segundo o artigo da Nature, a substância também se mostrou eficaz na prevenção de infecções pulmonares subsequentes da covid-19.

Para a equipe de cientistas da Johnson & Johnson, drogas de única aplicação oferecem vantagens, sobretudo em tempos de pandemia. Entre elas, evitar a mobilização de esforços do poder público para o retorno da população aos centro de saúde para novas etapas da vacinação.

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